Ouça a entrevista de Valério Arcary no programa Faixa Livre sobre o Cenário político atual do Brasil:
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Por que não coligamos com o PSOL em SC
Clausmar Luiz Siegel,
Operário petroleiro e militante do PSTU.
Vários companheiros tem nos perguntado o motivo de não termos feito uma aliança eleitoral com o PSOL catarinense neste ano de 2014: tentaremos responder a estes companheiros com o presente texto! Mas antes mesmo de respondermos, queremos reconhecer a legitimidade da pergunta. De fato, houve sim a possibilidade de que tal aliança acontecesse e inclusive nós do PSTU chegamos a contar com esta alternativa em determinado momento. Reuniões entre os dois partidos foram feitas, e o que era apenas uma possibilidade por pouco não se concretizou. Portanto, nada mais natural do que esta pergunta! E agora, já no meio do processo eleitoral, começa a ficar claro o motivo pelo qual nós desistimos desta possibilidade. Sobre os motivos pelos quais o PSOL preferiu não se coligar conosco, nós preferimos não abordar aqui, pois esta pergunta não nos cabe responder.
Todos sabem da polêmica nacional que temos com os companheiros psolistas em torno do financiamento de campanha: trata-se de um debate já velho, e que adentrou os muros do próprio PSOL, com diversas manifestações públicas de correntes deste partido que, assim como nós do PSTU, são contrárias ao recebimento de contribuições de empresas e empresários. A própria candidata a presidente pelo PSOL, Luciana Genro, enfrenta esta polêmica agora novamente, uma vez que aceitou contribuição da rede gaúcha varejista Zaffari. Nós mesmos estamos com problemas em relação a este fato nos estados em que fizemos coligação com o PSOL. Portanto, ledo engano de quem pensou, como nós, que o PSOL não pegaria este dinheiro contaminado!
Mas além disso, há ainda outro motivo, talvez ainda mais importante: trata-se do caráter político das candidaturas, ou melhor dizendo, "a quem estas candidaturas se dirigem, a quem servem?". Também nisto temos tido diferenças com os companheiros do PSOL. Tomemos como exemplo um fato ocorrido na nossa aliança eleitoral em 2012 aqui em Blumenau, quando o Sr. Osni Vagner encabeçou a campanha. Havíamos acordado de que aquela aliança se dirigiria a classe trabalhadora e seria claramente contra a burguesia, no melhor do estilo marxista de fazer política. Qual não foi nossa surpresa, seguida de indignação e ira, quando o nosso candidato à prefeito reuniu-se a portas fechadas com a ACIB, a maior organização da burguesia local? Por que uma candidatura classista, voltada aos trabalhadores e claramente contra burguesia, haveria de se reunir secretamente com a fina flor do empresariado paroquial? Foi, sem nenhuma dúvida, uma traição não somente aos paradigmas daquela aliança, daquele acordo eleitoral conosco, mas principalmente, uma apunhalada na própria classe trabalhadora blumenauense, que acabou ficando órfã de uma candidatura sua e exclusiva. Este fato, somado a ajuda que aquela candidatura prestou a candidatura (também burguesa) da petista Sra. Ana Paula, fez com que nós do PSTU tornássemos público o nosso arrependimento por termos feito àquela coligação em 2012.
Voltando à atualidade, estamos assistindo a história se repetir. Há poucos dias foi noticiado que o candidato à governador pelo PSOL/SC, o Sr. Afrânio Boppré, queixou-se do fato de que a FIESC, sim, a FIESC, a maior associação empresarial do estado, não o convidou para uma reunião a portas fechadas! E logo alguns dias depois, a ACIB (novamente a blumenauense ACIB) tratou de amenizar a "grosseria" da entidade mor, e então convidou Afrânio para o diálogo privado. Afrânio prontamente respondeu comparecendo com toda a sua chapa majoritária, e seguindo o exemplo de Osni, tratou de frustar qualquer esperança de que faria uma campanha no marcos da classe trabalhadora.
De nossa parte, ao contrário do que aconteceu há dois anos passados, não precisamos nos arrepender da aliança mal feita: simplesmente, não fizemos a malfadada coligação. Nossas candidaturas seguem firmes na defesa intransigente das propostas e dos métodos de luta dos trabalhadores. Não seguimos o mesmo caminho do PT e por isso estamos ombro a ombro com os operários/as têxteis que estão submetidos a salários baixíssimos.
Apenas duas dúvidas nos ocorrem, e ainda carecemos de mais tempo para elucidá-las, quais sejam: a) Qual o motivo que leva a ACIB, sempre a ACIB, a convidar o PSOL para as sabatinas íntimas? A própria FIESC não formulou o convite, e a ACIB não faltou em faze-lo, por que? Terá a burguesia local, fortemente têxtil, algum interesse, alguma simpatia específica pelo PSOL? b) E haverá alguma ligação disto com o fato de que a Sra. Vivian Bertoldi, presidente do sindicato dos trabalhadores têxteis de Blumenau (SINTRAFITE) e diretamente ligada ao patronal, na mesma semana do acontecimento da reunião não pública com a ACIB, declarou apoio público a chapa majoritária do PSOL estadual? Ou será simples coincidência?
Por enquanto, nós do PSTU, ainda não temos respostas para as duas questões acima! Por enquanto, sabemos apenas que não fazemos a menor questão de nos reunirmos seja com a FIESC, seja com a ACIB, ou com qualquer outra associação empresarial, numa situação não pública! Por enquanto, continuamos pedindo aos trabalhadores que nos ajudem a pagar as nossas contas de campanhas eleitorais. Por enquanto, seguimos firmes no melhor de tradição de Marx e Engels, e que já perdura a mais de 150 anos: mantemos a nossa autonomia financeira e política perante os algozes da nossa classe! Fortaleça essa luta! Vote 16!
Zé Maria, Presidente 16!
Gilmar Salgado, Governador 16!
Rosane, Senadora 160!
Deputados Federais:
Gabriela 1616!
Jonas 1606!
Deputados Estaduais:
Marcus 16016!
Tião Amaral 16116!
Operário petroleiro e militante do PSTU.
Vários companheiros tem nos perguntado o motivo de não termos feito uma aliança eleitoral com o PSOL catarinense neste ano de 2014: tentaremos responder a estes companheiros com o presente texto! Mas antes mesmo de respondermos, queremos reconhecer a legitimidade da pergunta. De fato, houve sim a possibilidade de que tal aliança acontecesse e inclusive nós do PSTU chegamos a contar com esta alternativa em determinado momento. Reuniões entre os dois partidos foram feitas, e o que era apenas uma possibilidade por pouco não se concretizou. Portanto, nada mais natural do que esta pergunta! E agora, já no meio do processo eleitoral, começa a ficar claro o motivo pelo qual nós desistimos desta possibilidade. Sobre os motivos pelos quais o PSOL preferiu não se coligar conosco, nós preferimos não abordar aqui, pois esta pergunta não nos cabe responder.
Todos sabem da polêmica nacional que temos com os companheiros psolistas em torno do financiamento de campanha: trata-se de um debate já velho, e que adentrou os muros do próprio PSOL, com diversas manifestações públicas de correntes deste partido que, assim como nós do PSTU, são contrárias ao recebimento de contribuições de empresas e empresários. A própria candidata a presidente pelo PSOL, Luciana Genro, enfrenta esta polêmica agora novamente, uma vez que aceitou contribuição da rede gaúcha varejista Zaffari. Nós mesmos estamos com problemas em relação a este fato nos estados em que fizemos coligação com o PSOL. Portanto, ledo engano de quem pensou, como nós, que o PSOL não pegaria este dinheiro contaminado!
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| Contribuições de algumas empresas aos candidatos a Prefeito |
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| Sargento Soares (PSOL) na ACIB |
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| Campanha do PSTU é nas fábricas têxteis |
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| Presidente do SINTRAFITE declara apoio ao PSOL |
Por enquanto, nós do PSTU, ainda não temos respostas para as duas questões acima! Por enquanto, sabemos apenas que não fazemos a menor questão de nos reunirmos seja com a FIESC, seja com a ACIB, ou com qualquer outra associação empresarial, numa situação não pública! Por enquanto, continuamos pedindo aos trabalhadores que nos ajudem a pagar as nossas contas de campanhas eleitorais. Por enquanto, seguimos firmes no melhor de tradição de Marx e Engels, e que já perdura a mais de 150 anos: mantemos a nossa autonomia financeira e política perante os algozes da nossa classe! Fortaleça essa luta! Vote 16!
Zé Maria, Presidente 16!
Gilmar Salgado, Governador 16!
Rosane, Senadora 160!
Deputados Federais:
Gabriela 1616!
Jonas 1606!
Deputados Estaduais:
Marcus 16016!
Tião Amaral 16116!
domingo, 24 de agosto de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
Sede do PSTU em Criciúma (SC) é invadida após debate de governador na Universidade
Direção estadual do PSTU
No último dia 19 de agosto, logo após o debate para governador organizado pela UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense, a sede do PSTU Criciúma foi invadida. Nada foi roubado. Houve depredação da porta de entrada, vidraças, mobília e utilitários. Na sala foi deixada uma lata cheia de tinta e pedaços de madeira utilizados na depredação.
Não é a primeira vez que temos a sede de Criciúma invadida. Em 2012, em meio às eleições municipais, a sede do partido na cidade foi invadida três vezes, também com fortes indícios de motivação política. Foram feitos boletins de ocorrência e nada foi apurado por parte das autoridades policiais.
Acreditamos que o ocorrido na madrugada do dia 19 de agosto tem uma motivação claramente política e não de crime comum. Não só o fato de não terem roubado nada e sim depredado, mas também pelo fato da lata de tinta que ficou pelo caminho: com certeza teria sido utilizada para pichar as paredes, mas por algum motivo os invasores não tiveram tempo.
Para nós, esse foi um ato com o objetivo claro de intimidação, mas nós não pretendemos nos calar e muito menos baixar a cabeça diante de um ato tão vil. O PSTU registrou ocorrência e tomará todas as medidas possíveis para que se apure essa invasão e depredação. É inadmissível que após mais de três décadas do fim do regime de ditadura militar, tenhamos novamente que nos preocupar com ações extremas que só acontecem porque o direito de livre organização e expressão ainda não é de fato garantido pelos governos municipais, estaduais e federal. Sequer as eleições conseguem ser livres, sendo dominadas pelos financiamentos milionários de campanha. Isso mostra também como a democracia em nosso país é somente para ricos e poderosos, um partido de oposição aos governos e de longa trajetória na luta dos trabalhadores e da juventude é atacado de forma repetida, covarde e impune.
O PSTU em Criciúma vem travando um duro enfrentamento na cidade contra a prefeitura comandada por Márcio Búrigo (PP) e seu vice Verceli Nunes Coral (PSDB). As principais lutas do nosso partido tem envolvido a defesa dos direitos da população negra, como por exemplo a defesa das cotas raciais no serviço público municipal e dos direitos de africanos e haitianos que imigram para a cidade e no estado.
Na véspera da invasão, havia ocorrido mais um enfrentamento com esse projeto político elitista e conservador implementado na cidade. No debate realizado em Criciúma e promovido pelo DCE da UNESC ao governo do estado, nosso candidato ao governo questionou e se contrapôs duramente à candidatura de Bauer (PSDB) e Ponticelli (PP) e arrancou grandes aplausos do plenário lotado. Esses são os mesmos grupos que atualmente participam da direção do governo do estado, junto com Raimundo Colombo (PSD).
Hoje, em todo país temos uma onda imensa de processos, perseguições, ameaças e até mesmo agressões e mortes contra lideranças e integrantes de movimentos sociais e organizações de esquerda. Essa onda de criminalizações também tem como um dos seus principais responsáveis o governo Dilma, do PT, que ou é diretamente agente de perseguições às lideranças ou é conivente quando realizada por outros governos e setores da sociedade.
Por hora, não temos condições de apontar quem são os culpados por esse ato de violência ao PSTU. Mas a postura dos governos e grupos políticos que comandam a cidade, o estado e o país nos causam desconfiança de que a questão será tratada com a devida seriedade. Exigimos uma ampla investigação por parte das autoridades públicas e a punição dos culpados.
Chamamos os sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais, intelectuais, personalidades e as entidades, organizações e partidos de esquerda e democráticos a repudiarem esta agressão, uma agressão à liberdade de organização e expressão. Chamamos também a que exijam uma ampla investigação e punição dos culpados. Ontem atacaram outros movimentos de luta, hoje atacam o PSTU e amanhã atacarão todos se não respondermos à altura.
Entrevista na Rádio Eldorado
No último dia 19 de agosto, logo após o debate para governador organizado pela UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense, a sede do PSTU Criciúma foi invadida. Nada foi roubado. Houve depredação da porta de entrada, vidraças, mobília e utilitários. Na sala foi deixada uma lata cheia de tinta e pedaços de madeira utilizados na depredação.
Não é a primeira vez que temos a sede de Criciúma invadida. Em 2012, em meio às eleições municipais, a sede do partido na cidade foi invadida três vezes, também com fortes indícios de motivação política. Foram feitos boletins de ocorrência e nada foi apurado por parte das autoridades policiais.
Acreditamos que o ocorrido na madrugada do dia 19 de agosto tem uma motivação claramente política e não de crime comum. Não só o fato de não terem roubado nada e sim depredado, mas também pelo fato da lata de tinta que ficou pelo caminho: com certeza teria sido utilizada para pichar as paredes, mas por algum motivo os invasores não tiveram tempo.
Para nós, esse foi um ato com o objetivo claro de intimidação, mas nós não pretendemos nos calar e muito menos baixar a cabeça diante de um ato tão vil. O PSTU registrou ocorrência e tomará todas as medidas possíveis para que se apure essa invasão e depredação. É inadmissível que após mais de três décadas do fim do regime de ditadura militar, tenhamos novamente que nos preocupar com ações extremas que só acontecem porque o direito de livre organização e expressão ainda não é de fato garantido pelos governos municipais, estaduais e federal. Sequer as eleições conseguem ser livres, sendo dominadas pelos financiamentos milionários de campanha. Isso mostra também como a democracia em nosso país é somente para ricos e poderosos, um partido de oposição aos governos e de longa trajetória na luta dos trabalhadores e da juventude é atacado de forma repetida, covarde e impune.
O PSTU em Criciúma vem travando um duro enfrentamento na cidade contra a prefeitura comandada por Márcio Búrigo (PP) e seu vice Verceli Nunes Coral (PSDB). As principais lutas do nosso partido tem envolvido a defesa dos direitos da população negra, como por exemplo a defesa das cotas raciais no serviço público municipal e dos direitos de africanos e haitianos que imigram para a cidade e no estado.
Na véspera da invasão, havia ocorrido mais um enfrentamento com esse projeto político elitista e conservador implementado na cidade. No debate realizado em Criciúma e promovido pelo DCE da UNESC ao governo do estado, nosso candidato ao governo questionou e se contrapôs duramente à candidatura de Bauer (PSDB) e Ponticelli (PP) e arrancou grandes aplausos do plenário lotado. Esses são os mesmos grupos que atualmente participam da direção do governo do estado, junto com Raimundo Colombo (PSD).
Hoje, em todo país temos uma onda imensa de processos, perseguições, ameaças e até mesmo agressões e mortes contra lideranças e integrantes de movimentos sociais e organizações de esquerda. Essa onda de criminalizações também tem como um dos seus principais responsáveis o governo Dilma, do PT, que ou é diretamente agente de perseguições às lideranças ou é conivente quando realizada por outros governos e setores da sociedade.
Por hora, não temos condições de apontar quem são os culpados por esse ato de violência ao PSTU. Mas a postura dos governos e grupos políticos que comandam a cidade, o estado e o país nos causam desconfiança de que a questão será tratada com a devida seriedade. Exigimos uma ampla investigação por parte das autoridades públicas e a punição dos culpados.
Chamamos os sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais, intelectuais, personalidades e as entidades, organizações e partidos de esquerda e democráticos a repudiarem esta agressão, uma agressão à liberdade de organização e expressão. Chamamos também a que exijam uma ampla investigação e punição dos culpados. Ontem atacaram outros movimentos de luta, hoje atacam o PSTU e amanhã atacarão todos se não respondermos à altura.
Entrevista na Rádio Eldorado
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Entrevista com o candidato socialista Gilmar Salgado
Ouça a entrevista na Rádio CBN com Gilmar Salgado (PSTU), candidato ao governo de Santa Catarina
Conheça as candidaturas classistas e socialistas do PSTU em Santa Catarina: pstuflorianopolis.blogspot.com.br/2014/07/pstu-sc-tera-candidaturas-classistas-e.html
Conheça as candidaturas classistas e socialistas do PSTU em Santa Catarina: pstuflorianopolis.blogspot.com.br/2014/07/pstu-sc-tera-candidaturas-classistas-e.html
terça-feira, 8 de julho de 2014
Brasil para os trabalhadores: Zé Maria Presidente!
Campanha Zé Maria presidente vai às ruas defender um Brasil para os trabalhadores, propor um programa de ruptura com os bancos e grandes empresas para mudar o país. Saiba mais: www.pstu.org.br/node/20773
#tôcomZé
#voto16
#tôcomZé
#voto16

segunda-feira, 23 de junho de 2014
Na Copa Tem Luta: Futebol do Povo
terça-feira, 17 de junho de 2014
Convenção Nacional do PSTU lança Zé Maria candidato à Presidência e Cláudia Durans vice
Ato refletiu as principais mobilizações desse período, com a presença de diversas categorias em luta e da juventude.
A Convenção Nacional do PSTU lançou oficialmente, na manhã desse 14 de junho, a candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à Presidência da República. O lançamento ocorreu através de um emocionante ato que reuniu algo em torno de 500 pessoas no auditório do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) na região da Ponte Pequena, Zona Norte da cidade.
O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.
Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.
Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé. As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.
Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.
O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.
Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".
"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.
A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.
O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.
“Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.
Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.
Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.
Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições.
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| Zé Maria: Uma alternativa de esquerda nessas eleições |
O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.
Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.
Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé. As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.
Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.
O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.
Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".
"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.
A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.
O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.
“Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.
Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.
Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.
Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Lutar não é crime: toda solidariedade a Sueli, líder dos grevistas do serviço municipal de Blumenau!
Clausmar Luiz Siegel, operário petroleiro e militante do PSTU
Todos os leitores do nosso blog sabem das divergências que nós do PSTU temos com os sindicalistas da CUT/PT, sabem os motivos que nos levaram a retirar o nosso apoio àquela central, e sabem que acusamos a CUT de ser uma central a serviço dos governos e patrões: e aproveitamos para reafirmarmos tudo! No entanto, um fato recente nos obriga a manifestarmos publicamente nossa solidariedade não somente a categoria dos servidores municipais em greve, mas de modo especial a uma líder desta luta, a coordenadora do SINTRASEB Sueli Silvia Adriano.
É de conhecimento de todos que o prefeito municipal Napoleão Bernardes (PSDB) conseguiu junto ao judiciário a responsabilização criminal de Sueli pela continuidade da greve! Não bastasse a já absurda multa à entidade sindical dos trabalhadores para que o exercício do direito de greve não fosse livremente exercido, ainda a ameaça de cadeia para a líder sindical, que apenas e tão somente encaminha as decisões democraticamente votadas em assembleias!
Nós do PSTU de Blumenau reiteramos nosso total apoio a greve dos servidores, suas motivações e seus métodos! Os trabalhadores tem o direito e devem sim se mobilizarem pela reposição perdas dos governos passados. O fato de serviços essenciais a população estarem prejudicados é culpa destes governos todos do passado e do presente (inclusive do governo Décio Lima!!!). E lembremos que esta greve não se dá de forma isolada: uma onda nacional de mobilizações por salários e contra os desmandos da copa rodeiam a greve dos servidores blumenauenses. Lamentavelmente, a pelega CUT (maior central sindical do país, a qual o SINTRASEB é filiado) não unifica todas estas mobilizações em uma só, promovendo uma GREVE GERAL por aumentos salariais, redução na jornada de trabalho e contra o imperialismo e corrupção da FIFA e sua maior aliada no Brasil, a presidente Dilma.
E no bojo de todas estas lutas nacionais temos visto um aumento crescente da criminalização das lutas sociais, com vários casos de inquéritos e penalizações de lideranças lutadoras sindicais e populares. Militantes de esquerda, não somente do PSTU, mas também os de orientação anarquista, os do PSOL e do PCB, e outros ainda sem uma identidade política mais definida, têm sido presos ou intimados a deporem. É neste contexto que queremos abordar o caso específico da sindicalista Sueli Adriano: trata-se da consequência local de uma guinada repressiva da burguesia e do executivo/judiciário brasileiro! Recentemente, graças ao senador petista Paulo Paim, uma audiência na comissão de direitos humanos tratou deste tema, e teve a presença da CSP-Conlutas e outras organizações sociais (Leia mais: www.pstu.org.br/node/20643).
A criminalização de Sueli é, portanto, algo muito maior do que apenas uma “patetice”, como disse o meu amigo, professor e articulista Clóvis Reis no Santa! Seria somente uma patetice, caso fosse um fato isolado, de âmbito local. Mas, infelizmente, querido Clóvis, é apenas o reflexo local de um fenômeno nacional, e isso o torna um fato maior que uma “patetice” de “Pink e Cérebro” na tentativa de dominarem o mundo!
Assim, então, nos solidarizamos com Sueli, e entendemos que esta solidariedade deva se concretizar! Atuaremos para que o movimento sindical/social blumenauense tome uma atitude sólida perante este fato, e conclamamos que seja feita uma reunião para organizarmos esta ação! Ainda este ano, e em breve, outras lutas/greves acontecerão em nossa cidade (estamos em plena negociação salarial de categorias importantes, como a dos transportes coletivos e metalúrgicos), e o rechaço a este fato deve ser imediato!
Todos os leitores do nosso blog sabem das divergências que nós do PSTU temos com os sindicalistas da CUT/PT, sabem os motivos que nos levaram a retirar o nosso apoio àquela central, e sabem que acusamos a CUT de ser uma central a serviço dos governos e patrões: e aproveitamos para reafirmarmos tudo! No entanto, um fato recente nos obriga a manifestarmos publicamente nossa solidariedade não somente a categoria dos servidores municipais em greve, mas de modo especial a uma líder desta luta, a coordenadora do SINTRASEB Sueli Silvia Adriano.
É de conhecimento de todos que o prefeito municipal Napoleão Bernardes (PSDB) conseguiu junto ao judiciário a responsabilização criminal de Sueli pela continuidade da greve! Não bastasse a já absurda multa à entidade sindical dos trabalhadores para que o exercício do direito de greve não fosse livremente exercido, ainda a ameaça de cadeia para a líder sindical, que apenas e tão somente encaminha as decisões democraticamente votadas em assembleias!
Nós do PSTU de Blumenau reiteramos nosso total apoio a greve dos servidores, suas motivações e seus métodos! Os trabalhadores tem o direito e devem sim se mobilizarem pela reposição perdas dos governos passados. O fato de serviços essenciais a população estarem prejudicados é culpa destes governos todos do passado e do presente (inclusive do governo Décio Lima!!!). E lembremos que esta greve não se dá de forma isolada: uma onda nacional de mobilizações por salários e contra os desmandos da copa rodeiam a greve dos servidores blumenauenses. Lamentavelmente, a pelega CUT (maior central sindical do país, a qual o SINTRASEB é filiado) não unifica todas estas mobilizações em uma só, promovendo uma GREVE GERAL por aumentos salariais, redução na jornada de trabalho e contra o imperialismo e corrupção da FIFA e sua maior aliada no Brasil, a presidente Dilma.
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| Audiência sobre criminalização dos movimentos |
A criminalização de Sueli é, portanto, algo muito maior do que apenas uma “patetice”, como disse o meu amigo, professor e articulista Clóvis Reis no Santa! Seria somente uma patetice, caso fosse um fato isolado, de âmbito local. Mas, infelizmente, querido Clóvis, é apenas o reflexo local de um fenômeno nacional, e isso o torna um fato maior que uma “patetice” de “Pink e Cérebro” na tentativa de dominarem o mundo!
Assim, então, nos solidarizamos com Sueli, e entendemos que esta solidariedade deva se concretizar! Atuaremos para que o movimento sindical/social blumenauense tome uma atitude sólida perante este fato, e conclamamos que seja feita uma reunião para organizarmos esta ação! Ainda este ano, e em breve, outras lutas/greves acontecerão em nossa cidade (estamos em plena negociação salarial de categorias importantes, como a dos transportes coletivos e metalúrgicos), e o rechaço a este fato deve ser imediato!
quarta-feira, 2 de abril de 2014
50 anos do Golpe Militar
PSTU apresenta sua opinião sobre a Comissão da Verdade, Anistia e Ditadura Militar
Leia mais no Especial 50 anos do Golpe Militar: www.pstu.org.br/node/20511
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