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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Construir a Greve Geral para Defender Salários, Direitos e Conquistas!

Construir a Greve Geral para Defender Salários, Direitos e Conquistas!
Basta de Colombo, Dilma, Cunha e Aécio!

Seguindo o cenário nacional e internacional a crise econômica se instalou em nosso estado. A previsão do governo estadual é de que neste ano a economia catarinense caia 0,75% e o orçamento do estado não vem conseguindo crescer mais do que a inflação. Junto da queda da atividade econômica temos o aumento do desemprego no estado com 36.952 postos de trabalho a menos até setembro deste ano. A inflação está alta e corrói os salários com a disparada dos preços das tarifas públicas, dos alimentos e dos combustíveis. O governo Raimundo Colombo (PSD) e seus deputados picaretas já sabem em quem jogar os custos dessa crise: nas costas dos trabalhadores e do serviço público.

Não podemos pagar pela crise
Diante das demissões nas empresas privadas, Colombo não toma nenhuma atitude para evitar que esses que lucraram bilhões nos últimos anos, inclusive com a ajuda de dinheiro público, parem de demitir trabalhadores que nada tem a ver com a crise. Neste ano a renúncia fiscal do governo (aquilo que ele deixa de arrecadar dos patrões) será de R$ 5,5 bilhões. Além disso, Colombo tem programado este ano para pagar outros 1,760 bi das dívidas públicas que só beneficiam os banqueiros.

O serviço público do estado também está na mira do governador, em especial a saúde, educação e segurança pública. Colombo quer aprovar uma série de medidas de ajuste para os trabalhadores estaduais para poder economizar mais dinheiro público e dar de presente aos bancos e grandes empresas. Na previdência, quer ampliar a contribuição dos servidores estaduais de 11% para 14%, argumentando que ela tem um grande “rombo”. Na verdade, o governo esconde que o verdadeiro rombo nas contas públicas é causado pelas desonerações fiscais e dívida interna e externa. Enquanto o governo alega para este ano um rombo da previdência de R$ 3,10 bi o rombo causado pelas desonerações e dívidas públicas que só beneficiam ricos e poderosos chegará a R$ 7,26 bi.

Além disso, contra a previdência pública, já aprovou o SC-PREV, um fundo de pensão para os novos servidores públicos concursados, criando um teto de aposentadoria e destinando os recursos das contribuições que excederam esse teto para o cassino do mercado financeiro.

Contra a educação pública, Colombo quer aprovar o Novo Plano de Carreira dos professores, que ataca direitos históricos e deixa a educação estadual em condições ainda piores do que já estão. Além de não abrir concurso para professor, a proposta transforma os temporários em horistas, sem acesso aos mínimos direitos trabalhistas. Para os efetivos, a regência de classe será incorporada e os reajustes previstos serão amarrados até 2018, não chegando sequer à inflação prevista. O que vai significar o fim da lei do piso nacional com o Colombo não pagando os 13,01% já devidos de reajuste na carreira e nem os próximos reajustes previstos.

Em um estado que é destaque negativo nos índices de violência à mulher, o Plano Estadual de Educação já foi aprovado na Assembleia Legislativa sem qualquer menção a gênero e diversidade nas escolas, perpetuando uma educação sem combate as opressões machista e LGBTfóbicas, e este plano fortaleceu a expansão do ensino privado em detrimento do público.

Na saúde pública, Colombo tentou ampliar as terceirizações/privatizações com o edital nº 3573/2015, que previa um contrato de mais de R$ 200 milhões para a terceirização de serviços de logística, almoxarifado, distribuição de medicamentos e Assistência Farmacêutica de hospitais públicos. Teve que recuar devido a irregularidades no edital. No entanto, os cortes de seu governo vem atingindo em cheio a saúde pública com a diminuição de exames, não pagamento de empresas prestadoras de serviços e até a falta de fornecimento de água como já ocorreu no Hospital Celso Ramos, conforme denúncia do sindicato da categoria.

Na segurança pública, Colombo aumentou a jornada de trabalho dos policiais militares para 80 horas mensais a mais do que as 40 semanais, sem aumentar o salário, ao invés de realizar concurso ou chamar os que já foram aprovados. Tanto os policiais quanto os bombeiros militares que estão em férias ou licença, tiveram rebaixamento salarial.

A política de Colombo, que é aliado de Dilma (PT), não difere da aplicada pelo governo federal. Dilma/PT já retirou direitos dos trabalhadores com as MPs 664 e 665, cortou verbas da saúde e da educação, avança na privatização da saúde pública com a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), quer impor a idade mínima para a aposentadoria e atacou as greves de petroleiros, bancários, servidores públicos federais e trabalhadores dos Correios. O modelo de reforma da previdência do Colombo segue o mesmo de Lula ede Dilma, atacando os direitos das aposentadorias e impondo a criação de fundos de previdência complementares que destinam o dinheiro das contribuições para o mercado financeiro.

Os ataques que Colombo faz contra a educação só são possíveis porque encontram respaldo no Plano Nacional de Educação de Dilma/PT, que impulsiona a expansão do setor privado e que também não prevê para os currículos escolares o conteúdo que aborde gênero e diversidade sexual. O PT de Dilma, o PSD de Colombo, o PSDB de Aécio Neves, o PMDB de Pinho Moreira e de Eduardo Cunha e os outros partidos da burguesia, podem brigar de vez em quando, mas quando o assunto é atacar os trabalhadores eles se unem.

É preciso construir a greve geral
No momento em que os governos (federal, estaduais e municipais), patrões e congresso nacional se unem para jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores acreditamos que é fundamental unir todas as lutas para a construção de uma greve geral. É preciso unir a luta do magistério, dos demais servidores públicos estaduais, das mulheres contra o PL 5069 e o Fora Cunha, a indignação nacional diante do desastre em Mariana/MG, a luta dos estudantes secundaristas de São Paulo contra o fechamento de escolas, do movimento negro no mês da consciência negra e as inúmeras greves e ocupações que acontecem pelo país.

Já passou da hora de centrais e entidades como a CUT, MST e CTB romperem com os governos e atender o chamado da CSP-Conlutas para a organização de uma greve geral para derrubar esse ajuste fiscal, defender os serviços públicos e os direitos dos trabalhadores, garantir estabilidade no emprego, reduzir a jornada de trabalho sem reduzir os salários. Para fazer com que os ricos paguem pela crise, parando de pagar essa dívida pública aos banqueiros e as desonerações fiscais aos empresários, impedindo a corrupção, a privatização e a entrega a preço de banana de estatais valiosas como a Petrobras; reestatizando sem indenização as estatais que foram privatizadas, como a Vale. Uma Greve Geral botaria para fora Colombo, Dilma, Aécio, Temer, Cunha, Pinho Moreira e abriria a possiblidade de um governo socialista verdadeiramente dos de baixo, dos trabalhadores, sem corruptos e sem grandes empresários.

O PSTU se soma ao chamado para que todos estejam presentes no dia 1º/12 na ALESC a partir das 9h da manhã para barrarmos os ataques de Colombo ao serviço público estadual e a fortalecer a assembleia geral convocada pelo Fórum dos Servidores Públicos neste mesmo dia na praça em frente à ALESC a partir das 13h. É hora de unificar em luta os trabalhadores contra os ataques dos governos, defender salários, direitos e conquistas e dar um basta em PSD, PT, PMDB, PSDB!

PSTU – Santa Catarina

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ato Unificado da greve dos Correios, Justiça Federal e IFC


Nos últimos anos, os trabalhadores dos Correios foram massacrados pela empresa e o governo. Os trabalhadores resistiram com com inúmeras greves contra o arrocho salarial, a terceirização, o sucateamento e privatização dos Correios, imposto sem dó nem piedade pelos governos do PT. Com a Lei 12490/2011, os Correios perderam sua função social e se transformaram numa empresa que visa o lucro em primeiro lugar.


No ano passado foram gastos R$ 300 milhões na criação da CorreiosPar (subsidiária), mais R$ 42 milhões para a mudança da logomarca e ainda é patrocinador das olimpíadas do Rio em 2016! Em compensação, os trabalhadores não receberam PLR e a empresa tenta fazer os trabalhadores pagarem um rombo de R$ 5,6 bilhões no Postalis (Fundo de Pensão).


Para aumentar o lucro, a ECT está privatizando o plano de saúde, que é uma grande conquista da categoria, que trabalha no sol e na chuva, numa empresa onde as condições de trabalho só pioram e a sobrecarga, a pressão para atingir metas só aumentam, os assaltos acontecem frequentemente, inclusive em cidades pequenas. Com a mudança para PostalSaúde muitos profissionais médicos não estão credenciados e agora a empresa quer cobrar mensalidades de até 12,98% sobre o salário bruto para quem tem dependentes.

Os Correios são patrimônio do povo, mas que hoje só serve para enriquecer uns poucos poderosos. Enquanto o salário base de um carteiro é R$ 1.134,35, todos os cargos de chefia e direção da empresa são indicação política dos governos.  Vejam o caso do presidente dos Correios, que é do PT/CUT e recebe R$ 46 mil por mês! Por isso também lutamos por uma empresa pública, estatal e de qualidade nos serviços prestados a população e não para atender aos interesses do mercado financeiro. É preciso dar um Fim aos cargos políticos! Eleição direta para chefes e diretores da empresa! Contratação já com concurso público com o fim da terceirização!

Mulheres na luta!
O destaque desta greve tem sido a participação das mulheres, principalmente atendentes, que fecharam várias agências por todo o estado. O ambiente de trabalho nos Correios é muito machista e opressor com muita cobrança e assédio dos chefes para dar conta do trabalho e atingir metas sempre maiores. Piadas machistas, racistas, homofóbicas além de cantadas acontecem todos os dias, mas elas não abaixaram a cabeça e estão ombro a ombro com os homens trabalhadores na luta contra quem nos explora e oprime.

Ato Unificado da greve dos Correios, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e Instituto Federal Catarinense
Os governos e  patrões querem que os trabalhadores paguem a conta da crise e por isso estão atacando vários direitos de nossa classe. O Partido dos Trabalhadores que é o patrão dos servidores públicos federais, não quer dar aumento salarial e está cortando o orçamento federal para continuar pagando a dívida aos bancos, fazendo o mesmo que os partidos da direita tradicional (PMDB e PSDB). Por isso, é preciso unificar as lutas, rumo a uma greve geral no país! Só assim poderemos barrar os ataques patronais.




Marcha dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Os trabalhadores de SC também participaram da Marcha em SP, onde 15 mil pessoas de vários movimentos foram as ruas protestar:

  • contra Dilma (PT), Cunha e Renan (PMDB) e Aécio (PSDB)
  • contra o ajuste fiscal, para que os ricos paguem pela crise
  • por uma alternativa dos trabalhadores e do povo pobre

 
 
 
 



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

OSNI: um surpreendente exemplo de traição!

Não tem sido raro nas últimas décadas assistirmos lideranças de esquerda se transformarem em traidores dos ideais marxistas: O PT e o PCdoB são exemplos abundantes disto! Muitos dos que lutavam ao lado dos explorados e oprimidos, passaram para o lado dos exploradores e opressores! Aliás, que haja tanta roubalheira neste país, isto também não é surpresa, também não é novidade: sempre houve, desde os militares, passando por Sarney, Collor, Itamar e FHC. Novidade, surpresa, foi o escândalo do “Mensalão”, quando se descobriu que o PT, que dizia que iria mudar tudo isso, repetiu este mesmo hábito! Agora, nem mesmo a ladroeira do PT causa surpresa!

O surpreendente, a novidade de hoje é que algumas pessoas que haviam aprendido sobre como essa traição acontece, haviam aprendido sobre como evitar e fugir deste “mesmismo”, haviam se comprometido em não seguir este curso oportunista, de repente, voltam à vala comum! Aqui em Blumenau, recentemente, fomos surpreendidos com a refiliação do Sr. Osni Walfredo Wagner ao Partido dos Trabalhadores, num claro e surpreendente exemplo de traição: sim traição, pois ignorância não é! O Senhor Osni, militante experiente (atua na esquerda desde meados dos anos 80) e esclarecido (não somente do ponto de vista acadêmico, mas também como leitor contumaz que é) sabe bem que o caminho que toma agora é sim o caminho da submissão ao capital, da obediência aos empresários financiadores das campanhas eleitorais, da propina e do mensalão geridos para o benefício das grandes empreiteiras e outras empresas sanguessugas do Estado!

Este fenômeno da traição já tardia, já depois de reafirmados os ideais “principistas”, esta surpreendente “mudança de consciência”, não é um privilégio exclusivo do Sr. Osni. Embora seja uma raridade assistirmos a isso (e por isso ficamos surpresos), por outro lado também notamos que o fato tende a se repetir. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso a ele! Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso às ofertas de dinheiro sujo e privado para as campanhas eleitorais. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo a grande mídia alienante como aliada. Outro exemplo disto foi o do Sr. Jean Wyllys, que para defender a sua Alma Mater Rede Globo, surpreendentemente, saiu em defesa do machismo e do racismo da série “Sexo e as Negas”! Estará Jean trilhando o caminho de Osni? Manter-se longe do Poder é difícil!



De nossa parte, da parte do PSOL e do PSTU (que já declarou publicamente seu arrependimento pelo apoio a candidatura Osni em 2012) de Blumenau, declaramo-nos surpresos, mas jamais abalados, com este fenômeno! Continuaremos firmes na luta pela mudança geral da ordem estabelecida, na luta pelo socialismo. Osni Não fala em nosso nome!

Blumenau, 07 de dezembro de 2014

Giovani Zoboli, presidente PSTU Blumenau
Hugo Voigt, presidente PSOL Blumenau

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por que não coligamos com o PSOL em SC

Clausmar Luiz Siegel,
Operário petroleiro e militante do PSTU.

Vários companheiros tem nos perguntado o motivo de não termos feito uma aliança eleitoral com o PSOL catarinense neste ano de 2014: tentaremos responder a estes companheiros com o presente texto! Mas antes mesmo de respondermos, queremos reconhecer a legitimidade da pergunta. De fato, houve sim a possibilidade de que tal aliança acontecesse e inclusive nós do PSTU chegamos a contar com esta alternativa em determinado momento. Reuniões entre os dois partidos foram feitas, e o que era apenas uma possibilidade por pouco não se concretizou. Portanto, nada mais natural do que esta pergunta! E agora, já no meio do processo eleitoral, começa a ficar claro o motivo pelo qual nós desistimos desta possibilidade. Sobre os motivos pelos quais o PSOL preferiu não se coligar conosco, nós preferimos não abordar aqui, pois esta pergunta não nos cabe responder.

Todos sabem da polêmica nacional que temos com os companheiros psolistas em torno do financiamento de campanha: trata-se de um debate já velho, e que adentrou os muros do próprio PSOL, com diversas manifestações públicas de correntes deste partido que, assim como nós do PSTU, são contrárias ao recebimento de contribuições de empresas e empresários. A própria candidata a presidente pelo PSOL, Luciana Genro, enfrenta esta polêmica agora novamente, uma vez que aceitou contribuição da rede gaúcha varejista Zaffari. Nós mesmos estamos com problemas em relação a este fato nos estados em que fizemos coligação com o PSOL. Portanto, ledo engano de quem pensou, como nós, que o PSOL não pegaria este dinheiro contaminado!


Contribuições de algumas empresas aos candidatos a Prefeito
Mas além disso, há ainda outro motivo, talvez ainda mais importante: trata-se do caráter político das candidaturas, ou melhor dizendo, "a quem estas candidaturas se dirigem, a quem servem?". Também nisto temos tido diferenças com os companheiros do PSOL. Tomemos como exemplo um fato ocorrido na nossa aliança eleitoral em 2012 aqui em Blumenau, quando o Sr. Osni Vagner encabeçou a campanha. Havíamos acordado de que aquela aliança se dirigiria a classe trabalhadora e seria claramente contra a burguesia, no melhor do estilo marxista de fazer política. Qual não foi nossa surpresa, seguida de indignação e ira, quando o nosso candidato à prefeito reuniu-se a portas fechadas com a ACIB, a maior organização da burguesia local? Por que uma candidatura classista, voltada aos trabalhadores e claramente contra burguesia, haveria de se reunir secretamente com a fina flor do empresariado paroquial? Foi, sem nenhuma dúvida, uma traição não somente aos paradigmas daquela aliança, daquele acordo eleitoral conosco, mas principalmente, uma apunhalada na própria classe trabalhadora blumenauense, que acabou ficando órfã de uma candidatura sua e exclusiva. Este fato, somado a ajuda que aquela candidatura prestou a candidatura (também burguesa) da petista Sra. Ana Paula, fez com que nós do PSTU tornássemos público o nosso arrependimento por termos feito àquela coligação em 2012.

Sargento Soares (PSOL) na ACIB
Voltando à atualidade, estamos assistindo a história se repetir. Há poucos dias foi noticiado que o candidato à governador pelo PSOL/SC, o Sr. Afrânio Boppré, queixou-se do fato de que a FIESC, sim, a FIESC, a maior associação empresarial do estado, não o convidou para uma reunião a portas fechadas! E logo alguns dias depois, a ACIB (novamente a blumenauense ACIB) tratou de amenizar a "grosseria" da entidade mor, e então convidou Afrânio para o diálogo privado. Afrânio prontamente respondeu comparecendo com toda a sua chapa majoritária, e seguindo o exemplo de Osni, tratou de frustar qualquer esperança de que faria uma campanha no marcos da classe trabalhadora.

Campanha do PSTU é nas fábricas têxteis
De nossa parte, ao contrário do que aconteceu há dois anos passados, não precisamos nos arrepender da aliança mal feita: simplesmente, não fizemos a malfadada coligação. Nossas candidaturas seguem firmes na defesa intransigente das propostas e dos métodos de luta dos trabalhadores. Não seguimos o mesmo caminho do PT e por isso estamos ombro a ombro com os operários/as têxteis que estão submetidos a salários baixíssimos.

Presidente do SINTRAFITE declara apoio ao PSOL
Apenas duas dúvidas nos ocorrem, e ainda carecemos de mais tempo para elucidá-las, quais sejam: a) Qual o motivo que leva a ACIB, sempre a ACIB, a convidar o PSOL para as sabatinas íntimas? A própria FIESC não formulou o convite, e a ACIB não faltou em faze-lo, por que? Terá a burguesia local, fortemente têxtil, algum interesse, alguma simpatia específica pelo PSOL? b) E haverá alguma ligação disto com o fato de que a Sra. Vivian Bertoldi, presidente do sindicato dos trabalhadores têxteis de Blumenau (SINTRAFITE) e diretamente ligada ao patronal, na mesma semana do acontecimento da reunião não pública com a ACIB, declarou apoio público a chapa majoritária do PSOL estadual? Ou será simples coincidência?

Por enquanto, nós do PSTU, ainda não temos respostas para as duas questões acima! Por enquanto, sabemos apenas que não fazemos a menor questão de nos reunirmos seja com a FIESC, seja com a ACIB, ou com qualquer outra associação empresarial, numa situação não pública! Por enquanto, continuamos pedindo aos trabalhadores que nos ajudem a pagar as nossas contas de campanhas eleitorais. Por enquanto, seguimos firmes no melhor de tradição de Marx e Engels, e que já perdura a mais de 150 anos: mantemos a nossa autonomia financeira e política perante os algozes da nossa classe! Fortaleça essa luta! Vote 16!

Zé Maria, Presidente 16!
Gilmar Salgado, Governador 16!
Rosane, Senadora 160!

Deputados Federais:
Gabriela 1616!
Jonas 1606!

Deputados Estaduais:
Marcus 16016!
Tião Amaral 16116!




sábado, 23 de agosto de 2014

Sede do PSTU em Criciúma (SC) é invadida após debate de governador na Universidade

Direção estadual do PSTU

No último dia 19 de agosto, logo após o debate para governador organizado pela UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense, a sede do PSTU Criciúma foi invadida. Nada foi roubado. Houve depredação da porta de entrada, vidraças, mobília e utilitários. Na sala foi deixada uma lata cheia de tinta e pedaços de madeira utilizados na depredação.

Não é a primeira vez que temos a sede de Criciúma invadida. Em 2012, em meio às eleições municipais, a sede do partido na cidade foi invadida três vezes, também com fortes indícios de motivação política. Foram feitos boletins de ocorrência e nada foi apurado por parte das autoridades policiais.

Acreditamos que o ocorrido na madrugada do dia 19 de agosto tem uma motivação claramente política e não de crime comum. Não só o fato de não terem roubado nada e sim depredado, mas também pelo fato da lata de tinta que ficou pelo caminho: com certeza teria sido utilizada para pichar as paredes, mas por algum motivo os invasores não tiveram tempo.

Para nós, esse foi um ato com o objetivo claro de intimidação, mas nós não pretendemos nos calar e muito menos baixar a cabeça diante de um ato tão vil. O PSTU registrou ocorrência e tomará todas as medidas possíveis para que se apure essa invasão e depredação. É inadmissível que após mais de três décadas do fim do regime de ditadura militar, tenhamos novamente que nos preocupar com ações extremas que só acontecem porque o direito de livre organização e expressão ainda não é de fato garantido pelos governos municipais, estaduais e federal. Sequer as eleições conseguem ser livres, sendo dominadas pelos financiamentos milionários de campanha. Isso mostra também como a democracia em nosso país é somente para ricos e poderosos, um partido de oposição aos governos e de longa trajetória na luta dos trabalhadores e da juventude é atacado de forma repetida, covarde e impune.

O PSTU em Criciúma vem travando um duro enfrentamento na cidade contra a prefeitura comandada por Márcio Búrigo (PP) e seu vice Verceli Nunes Coral (PSDB). As principais lutas do nosso partido tem envolvido a defesa dos direitos da população negra, como por exemplo a defesa das cotas raciais no serviço público municipal e dos direitos de africanos e haitianos que imigram para a cidade e no estado.

Na véspera da invasão, havia ocorrido mais um enfrentamento com esse projeto político elitista e conservador implementado na cidade. No debate realizado em Criciúma e promovido pelo DCE da UNESC ao governo do estado, nosso candidato ao governo questionou e se contrapôs duramente à candidatura de Bauer (PSDB) e Ponticelli (PP) e arrancou grandes aplausos do plenário lotado. Esses são os mesmos grupos que atualmente participam da direção do governo do estado, junto com Raimundo Colombo (PSD).

Hoje, em todo país temos uma onda imensa de processos, perseguições, ameaças e até mesmo agressões e mortes contra lideranças e integrantes de movimentos sociais e organizações de esquerda. Essa onda de criminalizações também tem como um dos seus principais responsáveis o governo Dilma, do PT, que ou é diretamente agente de perseguições às lideranças ou é conivente quando realizada por outros governos e setores da sociedade.

Por hora, não temos condições de apontar quem são os culpados por esse ato de violência ao PSTU. Mas a postura dos governos e grupos políticos que comandam a cidade, o estado e o país nos causam desconfiança de que a questão será tratada com a devida seriedade. Exigimos uma ampla investigação por parte das autoridades públicas e a punição dos culpados.

Chamamos os sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais, intelectuais, personalidades e as entidades, organizações e partidos de esquerda e democráticos a repudiarem esta agressão, uma agressão à liberdade de organização e expressão. Chamamos também a que exijam uma ampla investigação e punição dos culpados. Ontem atacaram outros movimentos de luta, hoje atacam o PSTU e amanhã atacarão todos se não respondermos à altura.

Entrevista na Rádio Eldorado





sexta-feira, 11 de julho de 2014

Entrevista com o candidato socialista Gilmar Salgado

Ouça a entrevista na Rádio CBN com Gilmar Salgado (PSTU), candidato ao governo de Santa Catarina





Conheça as candidaturas classistas e socialistas do PSTU em Santa Catarina: pstuflorianopolis.blogspot.com.br/2014/07/pstu-sc-tera-candidaturas-classistas-e.html

terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasil para os trabalhadores: Zé Maria Presidente!

Campanha Zé Maria presidente vai às ruas defender um Brasil para os trabalhadores, propor um programa de ruptura com os bancos e grandes empresas para mudar o país. Saiba mais: www.pstu.org.br/node/20773
#tôcomZé
#voto16





terça-feira, 17 de junho de 2014

Convenção Nacional do PSTU lança Zé Maria candidato à Presidência e Cláudia Durans vice

Ato refletiu as principais mobilizações desse período, com a presença de diversas categorias em luta e da juventude.
Zé Maria: Uma alternativa de esquerda nessas eleições
A Convenção Nacional do PSTU lançou oficialmente, na manhã desse 14 de junho, a candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à Presidência da República. O lançamento ocorreu através de um emocionante ato que reuniu algo em torno de 500 pessoas no auditório do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) na região da Ponte Pequena, Zona Norte da cidade.

O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.

Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.



Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé. As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.

Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.



O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.

Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".

"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.

A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.

“Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.

Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.

Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.

Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

50 anos do Golpe Militar



PSTU apresenta sua opinião sobre a Comissão da Verdade, Anistia e Ditadura Militar



Leia mais no Especial 50 anos do Golpe Militar: www.pstu.org.br/node/20511

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quais as “novidades” na eleição de 2012?

Foram poucas as novidades que a eleição de 2012 trouxe. A oposição de direita (DEM, PSDB, PPS, etc..) foi derrotada, e os partidos governistas (de modo especial o PT) se fortaleceram. Uma pequena fatia do eleitorado brasileiro começa a votar na oposição de esquerda. O PSOL foi o principal beneficiado por esta pequena fatia eleitoral, crescendo bastante em termos de participação no parlamento, e chegando a governar uma capital. Nós, do PSTU, tivemos algumas pequenas vitórias (2 vereadores) que nos orgulham muito, pois foram vitórias eleitorais de quem não participou do jogo sujo das eleições.

Em Blumenau talvez tenhamos que citar como novidade a ausência da candidata Ana Paula (PT) no segundo turno: algo a ser mais bem explicado com o tempo! Mas, de qualquer forma, a vitória do tucano Napoleão Bernardes deixa tudo tranqüilo para os empresários locais, da mesma forma que se Jean (PSD) ou Ana Paula tivessem ganhado, também a tranqüilidade seria o sentimento da burguesia.

Novidade mesmo, de verdade, foi apenas a presença de uma pequena candidatura a vereador: Giovani Zoboli! Sem pegar um centavo sequer de empreiteiros, industriais e comerciantes, esta candidatura dirigiu-se aos trabalhadores blumenauenses, de modo especial aos operários têxteis, aos funcionários dos correios e bancários em greve, e a juventude. Uma candidatura isolada das demais que se diferenciou pela defesa dos direitos dos homossexuais, da necessidade de organizar os trabalhadores de forma autônoma, da necessidade de mobilizações como saída para a realidade exploradora.


E isto já foi o suficiente para gerar a ira dos homofóbicos do poder constituído e dos patrões, que não se fizeram de rogados para tirarem do ar os poucos minutos de televisão a que o PSTU tinha direito. Está aí a prova cabal do que sempre dizemos: as eleições não são democráticas tanto quanto se fala! Que a violência seja tratada como algo corriqueiro nas novelas, isso não causa indignação a ninguém. Mas que um beijo gay seja mostrado no horário nobre, isso é escandaloso deve ser proibido pela moral vigente.

Os 268 votos na candidatura Giovani representam votos de quem não se deixa iludir pela falsa pregação de que as eleições resolverão os problemas dos trabalhadores, de que o voto é a saída “democrática”.

Novidade também foi a candidatura a prefeito lançada pelo PSOL em conjunto conosco. Desde muito tempo o PSOL falava em lançar o operário e líder sindical metalúrgico Hartmut Kraft para prefeito, chegando inclusive a dizer-nos que não abririam mão deste candidato. Uma vez que nós do PSTU aceitamos esta imposição, em nome de mantermos a unidade dos dois únicos partidos de esquerda de Blumenau, fomos surpreendidos com a mudança do nome do PSOL para Osni Wagner! Mais uma vez, resignados, aceitamos, pois o oposto seria a liquidação definitiva desta que seria a única possibilidade de termos uma candidatura em conjunto dos partidos socialistas locais.

Para nossa surpresa, uma das poucas novidades desta eleição em Blumenau se deu sob os nossos queixos: a candidatura Osni Wagner cumpriu um papel nefasto na conjuntura! Após várias “escorregadas” (reunião fechada com a ACIB, reiterados convites a Napoleão para ser secretário de governo, defesa de um programa burguês de desenvolvimento econômico e social, fatos estes que já seriam suficientes para que criticássemos a candidatura majoritária da Frente de Esquerda), ainda ficamos estupefatos com outras duas “pérolas”, quais sejam: a) A Candidatura Osni colocou-se de forma incondicional ao lado da homofobia no episódio da retirada do ar de nosso programa televisivo sobre as opressões; e b) Osni serviu de ajudante da candidatura petista e burguesa de Ana Paula nos dois últimos debates televisivos.

Ainda que sem a ajuda financeira da burguesia (o que merece um aparte elogioso), o fato é que a candidatura Osni Wagner para prefeito cumpriu em Blumenau a mesma trajetória e o mesmo papel de outras candidaturas majoritárias do PSOL na maioria das cidades brasileiras: o caminho da guinada á direita para o sucesso eleitoral! Em outras cidades, de modo especial em Belém e em Macapá, este partido não só sustentou suas candidaturas com dinheiro burguês, como também se aliou ao PT de Dilma e Lula, ao DEM, ao PTB de Collor, ao PMDB de Sarney e ao PSDB de FHC. Em Blumenau, não foi diferente! Lamentamos que tenha sido assim, lamentamos que não tenhamos tido forças para evitar que isto ocorresse sob os nossos olhares de espanto!

Para nós do PSTU, CONCLUIDO O TEATRO ELEITORAL, A VIDA (E, PORTANTO, A LUTA) CONTINUA! VENHA CONOSCO!


Blumenau, 15 de novembro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Amanda Gurgel fala de expectativa para assumir cargo na Câmara de Vereadores de Natal




psturn.blogspot.com

Jornalista burguesa fica decepcionada triste com PSTU


Panorama Político
por Anna Ruth Dantas (jornalista da Tribuna do Norte)


Leia a nota oficial do PSTU em Natal


LULA com EDMILSON RODRIGUES, prefeito de Belém



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PSTU rompe com frente em Belém e chama voto crítico em Edmilson Rodrigues (PSOL)




Leia mais:


Cleber: dos canteiros de obra para a Câmara




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A única alternativa para os trabalhadores é o voto nulo


Mesmo com toda propaganda do PT de que a vida da população mudou e que a Presidenta Dilma está de braços abertos para ajudar a todos, nós trabalhadores sentimos na pele a dura realidade das filas em hospitais, dos baixos salários e endividamento, da falta de creches, entre outros problemas. Mas para os grandes empresários o PT tem ajudado muito, tanto que Ana Paula (PT) e Napoleão (PSDB) receberam dinheiro da Weg e da Construtora Stein.

Para mostrar a vida como ela é, para mostrar que Jean Kuhlmann, Ana Paula e Napoleão são os candidatos dos ricos e poderosos, o PSTU lançou a candidatura de Giovani Zoboli na Frente de Esquerda com o PSOL. Fizemos uma campanha vitoriosa junto com os trabalhadores, sem dinheiro de patrões!

O PSTU, como parte da Frente de Esquerda, realizou uma campanha alertando a classe trabalhadora que não existe solução para nossos problemas se governarmos com os patrões com a prioridade: “Chega de governar para os ricos! Blumenau para os trabalhadores!!”

Denunciamos o absurdo aumento de 35% do salário dos vereadores, apresentamos um programa classista em defesa do emprego dos operários têxteis e não rebaixamos nosso programa diante da violenta opressão que as mulheres e homossexuais sofrem no dia-a-dia, além do chamado para que os estudantes se mobilizem pela Furb Federal.

Agora no segundo turno chamamos o PSOL, a defender o voto nulo, pois só restam candidatos dos grandes empresários, que são os mesmos que junto com a presidenta Dilma (PT) mantém a saúde e a educação nesta situação terrível, enquanto privatizam patrimônio público como a SAMAE, os Correios e aeroportos.


PSTU Blumenau

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Porque a burguesia detesta ver a vida como ela é?

Dois programas eleitorais do nosso candidato a vereador, Giovani Zoboli 16016, foram arbitrariamente tirados do ar nesta semana. Embora a causa para a retirada de ambos os programas seja a mesma, ou seja, o fato de que dói para os poderosos serem desmascarados dentro de suas próprias casas, ainda assim, optamos por tratar em textos diferentes estes dois fatos iguais. Neste texto trataremos do programa com o caráter de Luta Operária. O programa contra as opressões tem um texto específico que pode ser lido a baixo.
Já muito se escreveu sobre o papel opressor dos meios de comunicação de massa, de modo especial a televisão. Colocada nas salas das casas como sendo uma janela para os sonhos, uma entrada para um mundo irreal, e televisão reproduz a ideologia das classes que dominam econômica e politicamente a sociedade. Nas novelas, nos programas de auditório, nos “reality shows”, e até mesmo nos telejornais, tudo é muito lindo, tudo está bem, tudo está certo. Até aqui, nenhuma novidade!

Nos horário político “gratuito” (a produção custa o “olho da cara”!) não poderia ser diferente: os candidatos financiados pelos empresários não mostram a realidade! Mostrá-la seria assumir que o capitalismo monopolizador, o imperialismo, não conseguem mais gerar a melhoria de vida para a maioria da humanidade. Mostrar a realidade seria, para estes agentes do Capital, assumir a derrota de que suas propostas e promessas são de fato mentiras eleitorais que não duram 4 anos.

Só um partido da classe trabalhadora, voltado para as lutas e mobilizações, tem a coragem de por no horário nobre a imagem de milhares de operários entrado e saindo de seu local de trabalho. Entram e saem do seu local de exploração, de extração do suor mal pago! Entram e saem cotidianamente, de forma mecânica, sem esperanças de um futuro melhor.

Mas, onde está a “coragem” em mostrar tal cena? Por que isto é tão agressivo aos olhos patronais? Por que a empresa filmada pediu (e conseguiu) que o filme fosse retirado do ar?

Mostrar esta cena implica necessariamente mostrar o nome da empresa em que a cena foi gravada, implica necessariamente mostrar a fachada desta empresa. Alguém há de perguntar: mas não poderia ser outra a empresa, tinha que ser esta? Respondemos: poderia sim, poderia ser qualquer portão de fábrica, pois em todos, a cena é a mesma. E da mesma forma, qualquer que fosse a empresa, qualquer que fosse a fachada, o recurso a arbitrariedade também seria o mesmo!

Quem tem medo da democracia?
Que nas eleições prevalece o jogo do dinheiro, que só se elege quem tem milhões para os golpes de mídia, isto também todos já sabemos! Já há muito nós do PSTU dizemos que a saída para os trabalhadores não virá pela via eleitoral. Só com organização e luta, tanto nos portões das fábricas como nos sindicatos, é que nós trabalhadores chegaremos a resolver os problemas que nos afligem no dia-a-dia. Tudo isso já dissemos!

O que nos causa estranheza e ver que a burguesia não suporta mais o peso da sua própria farsa democrática: as regras eleitorais, que não são iguais para todos, já são democráticas demais para os patrões! Não basta controlar a maioria dos candidatos com doações milionárias: precisam arbitrar também sobre os candidatos que eles não controlam pelo dinheiro!

Que mal há em mostrar na televisão a fachada de uma empresa? Que mal há em mostrar o seu nome ou o seu logotipo? Não são todos, fachada, nome, logotipo, todos, públicos? Há segredos contidos neles? Ninguém adentrou a fábrica para mostrar como se da a exploração no local de trabalho propriamente dito, ninguém adentrou sem permissão a propriedade privada (sagrada para os capitalistas), ninguém filmou segredos industriais ou patentes exclusivas.

Foram apenas imagens de locais já públicos, da rua, locais amplamente conhecidos pela população, locais que podem ser vistos a qualquer momento. Inclusive, nós do PSTU, convidamos todos a verem a fachada da fábrica no próximo final de semana: basta passar em frente e enxergarão a mesma fachada, o mesmo logotipo e o mesmo nome que foi motivo para que caçassem o programa.

Ocorre que um portão de fábrica é um perigo enorme para os patrões: ali os trabalhadores se encontram, conversam, trocam idéias, e isto é um perigo eminente! Mostrar o agito de um portão, os trabalhadores em confraternização e se organizando, isto põe em cheque as mentiras dos políticos burgueses, e também das TVs a serviço do sistema. A democracia dos ricos, que nem é tão democrática assim (pois prevalece o poder econômico), incomoda aos que tem medo de verem na TV a vida como de fato ela é! Estamos voltando aos tempos de ditadura?

E por fim, uma curiosidade: saiba o leitor que a diretoria do Sintrafite, o sindicato dos trabalhadores têxteis, tentou também ela tirar este mesmo programa eleitoral de Giovani 16016 do ar, mas não conseguiu. Agora, o patronal, conseguiu! Curioso, não acham?


Assistam o programa sobre os Operários Têxteis [censurado]