sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia nacional de lutas e mobilizações contra a retirada de direitos





Confira a cobertura dos atos pelo país: www.facebook.com/pstu16


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

OSNI: um surpreendente exemplo de traição!

Não tem sido raro nas últimas décadas assistirmos lideranças de esquerda se transformarem em traidores dos ideais marxistas: O PT e o PCdoB são exemplos abundantes disto! Muitos dos que lutavam ao lado dos explorados e oprimidos, passaram para o lado dos exploradores e opressores! Aliás, que haja tanta roubalheira neste país, isto também não é surpresa, também não é novidade: sempre houve, desde os militares, passando por Sarney, Collor, Itamar e FHC. Novidade, surpresa, foi o escândalo do “Mensalão”, quando se descobriu que o PT, que dizia que iria mudar tudo isso, repetiu este mesmo hábito! Agora, nem mesmo a ladroeira do PT causa surpresa!

O surpreendente, a novidade de hoje é que algumas pessoas que haviam aprendido sobre como essa traição acontece, haviam aprendido sobre como evitar e fugir deste “mesmismo”, haviam se comprometido em não seguir este curso oportunista, de repente, voltam à vala comum! Aqui em Blumenau, recentemente, fomos surpreendidos com a refiliação do Sr. Osni Walfredo Wagner ao Partido dos Trabalhadores, num claro e surpreendente exemplo de traição: sim traição, pois ignorância não é! O Senhor Osni, militante experiente (atua na esquerda desde meados dos anos 80) e esclarecido (não somente do ponto de vista acadêmico, mas também como leitor contumaz que é) sabe bem que o caminho que toma agora é sim o caminho da submissão ao capital, da obediência aos empresários financiadores das campanhas eleitorais, da propina e do mensalão geridos para o benefício das grandes empreiteiras e outras empresas sanguessugas do Estado!

Este fenômeno da traição já tardia, já depois de reafirmados os ideais “principistas”, esta surpreendente “mudança de consciência”, não é um privilégio exclusivo do Sr. Osni. Embora seja uma raridade assistirmos a isso (e por isso ficamos surpresos), por outro lado também notamos que o fato tende a se repetir. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso a ele! Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso às ofertas de dinheiro sujo e privado para as campanhas eleitorais. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo a grande mídia alienante como aliada. Outro exemplo disto foi o do Sr. Jean Wyllys, que para defender a sua Alma Mater Rede Globo, surpreendentemente, saiu em defesa do machismo e do racismo da série “Sexo e as Negas”! Estará Jean trilhando o caminho de Osni? Manter-se longe do Poder é difícil!



De nossa parte, da parte do PSOL e do PSTU (que já declarou publicamente seu arrependimento pelo apoio a candidatura Osni em 2012) de Blumenau, declaramo-nos surpresos, mas jamais abalados, com este fenômeno! Continuaremos firmes na luta pela mudança geral da ordem estabelecida, na luta pelo socialismo. Osni Não fala em nosso nome!

Blumenau, 07 de dezembro de 2014

Giovani Zoboli, presidente PSTU Blumenau
Hugo Voigt, presidente PSOL Blumenau

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sobre onda conservadora, voto nulo e alternativas da esquerda socialista


Neste segundo turno das eleições, abriu-se um debate na esquerda sobre a melhor tática para o momento. Leia abaixo artigo de Zé Maria em resposta ao texto do professor Marcelo Badaró.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cada voto que recebemos fortalece uma alternativa para os trabalhadores

Gilmar Salgado

Antes de tudo, quero agradecer os votos recebidos pelo PSTU e o esforço de todos aqueles que construíram conosco essa campanha. Estamos felizes com nosso resultado e acreditamos que tivemos uma campanha vitoriosa.

Mesmo com os poucos segundos que temos na TV e no rádio, furamos o bloqueio da mídia e levamos para os nossos programas as principais reivindicações da juventude e dos trabalhadores. Denunciamos as privatizações, a inflação e os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e de vida, a criminalização dos que lutam. Nossa campanha não fez promessas vazias. Chamamos a todos para lutarmos nas ruas pelos nossos direitos e para junto conosco formar um governo sem patrões.

Muitos trabalhadores estão decepcionados com a eleição daqueles de sempre, dos grandes partidos. Mas é preciso entender que as eleições são comandadas por campanhas milionárias. Que além de dinheiro para publicidade, as grandes campanhas compram muitos votos e enganam muitas pessoas, que acreditam que podem confiar em um ou outro político. Mesmo com todas essas cartas marcadas e o boicote da mídia, os partidos se encontram a esquerda do governo tiveram um aumento no seu número de votos.

Além disso, depois de 12 anos de governo do PT, existe muita desilusão e desgaste, e um inegável desejo de mudanças. Muitos votos de mudança, ao não encontrar alternativas, acabam caindo no colo da direita. Nem os votos na direita podem significar mudança e nem os votos no PT significam avanços. É preciso fortalecer uma alternativa para os trabalhadores e isso não se faz da noite para o dia.

Para o PSTU o mais importante foi o aumento de votos nas cidades operárias do estado e uma votação bem significativa em nossa candidata da juventude, Gabriela. Em todo país nossos candidatos jovens foram bem votados, mostrando que a juventude que participou dos protestos de junho também mostrou a sua vontade de mudar nessas eleições. Nossos candidatos da educação também tiveram uma importante participação, com destaque para Cíntia, nossa vice, professora, mulher, negra. Um exemplo concreto da necessidade dos trabalhadores lutarem não só contra a exploração, mas também contra todas as formas de opressão.

Essa votação nos fortalece. Estamos construindo uma alternativa para os trabalhadores que não aparece só nas eleições. Todos os dias, em nossos locais de trabalho e estudo, militamos convictos que é possível fortalecer uma alternativa ao PT e ao PSDB.

Por isso, queremos convidar a todos que conheçam o PSTU e se filiem ao nosso partido. Estaremos organizando uma atividade este sábado, dia 11 de outubro em nossa sede e gostaríamos de contar com a participação de todos aqueles que apoiaram a nossa campanha e votaram nos nossos candidatos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Novo cenário político da campanha presidencial

Ouça a entrevista de Valério Arcary no programa Faixa Livre sobre o Cenário político atual do Brasil:



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por que não coligamos com o PSOL em SC

Clausmar Luiz Siegel,
Operário petroleiro e militante do PSTU.

Vários companheiros tem nos perguntado o motivo de não termos feito uma aliança eleitoral com o PSOL catarinense neste ano de 2014: tentaremos responder a estes companheiros com o presente texto! Mas antes mesmo de respondermos, queremos reconhecer a legitimidade da pergunta. De fato, houve sim a possibilidade de que tal aliança acontecesse e inclusive nós do PSTU chegamos a contar com esta alternativa em determinado momento. Reuniões entre os dois partidos foram feitas, e o que era apenas uma possibilidade por pouco não se concretizou. Portanto, nada mais natural do que esta pergunta! E agora, já no meio do processo eleitoral, começa a ficar claro o motivo pelo qual nós desistimos desta possibilidade. Sobre os motivos pelos quais o PSOL preferiu não se coligar conosco, nós preferimos não abordar aqui, pois esta pergunta não nos cabe responder.

Todos sabem da polêmica nacional que temos com os companheiros psolistas em torno do financiamento de campanha: trata-se de um debate já velho, e que adentrou os muros do próprio PSOL, com diversas manifestações públicas de correntes deste partido que, assim como nós do PSTU, são contrárias ao recebimento de contribuições de empresas e empresários. A própria candidata a presidente pelo PSOL, Luciana Genro, enfrenta esta polêmica agora novamente, uma vez que aceitou contribuição da rede gaúcha varejista Zaffari. Nós mesmos estamos com problemas em relação a este fato nos estados em que fizemos coligação com o PSOL. Portanto, ledo engano de quem pensou, como nós, que o PSOL não pegaria este dinheiro contaminado!


Contribuições de algumas empresas aos candidatos a Prefeito
Mas além disso, há ainda outro motivo, talvez ainda mais importante: trata-se do caráter político das candidaturas, ou melhor dizendo, "a quem estas candidaturas se dirigem, a quem servem?". Também nisto temos tido diferenças com os companheiros do PSOL. Tomemos como exemplo um fato ocorrido na nossa aliança eleitoral em 2012 aqui em Blumenau, quando o Sr. Osni Vagner encabeçou a campanha. Havíamos acordado de que aquela aliança se dirigiria a classe trabalhadora e seria claramente contra a burguesia, no melhor do estilo marxista de fazer política. Qual não foi nossa surpresa, seguida de indignação e ira, quando o nosso candidato à prefeito reuniu-se a portas fechadas com a ACIB, a maior organização da burguesia local? Por que uma candidatura classista, voltada aos trabalhadores e claramente contra burguesia, haveria de se reunir secretamente com a fina flor do empresariado paroquial? Foi, sem nenhuma dúvida, uma traição não somente aos paradigmas daquela aliança, daquele acordo eleitoral conosco, mas principalmente, uma apunhalada na própria classe trabalhadora blumenauense, que acabou ficando órfã de uma candidatura sua e exclusiva. Este fato, somado a ajuda que aquela candidatura prestou a candidatura (também burguesa) da petista Sra. Ana Paula, fez com que nós do PSTU tornássemos público o nosso arrependimento por termos feito àquela coligação em 2012.

Sargento Soares (PSOL) na ACIB
Voltando à atualidade, estamos assistindo a história se repetir. Há poucos dias foi noticiado que o candidato à governador pelo PSOL/SC, o Sr. Afrânio Boppré, queixou-se do fato de que a FIESC, sim, a FIESC, a maior associação empresarial do estado, não o convidou para uma reunião a portas fechadas! E logo alguns dias depois, a ACIB (novamente a blumenauense ACIB) tratou de amenizar a "grosseria" da entidade mor, e então convidou Afrânio para o diálogo privado. Afrânio prontamente respondeu comparecendo com toda a sua chapa majoritária, e seguindo o exemplo de Osni, tratou de frustar qualquer esperança de que faria uma campanha no marcos da classe trabalhadora.

Campanha do PSTU é nas fábricas têxteis
De nossa parte, ao contrário do que aconteceu há dois anos passados, não precisamos nos arrepender da aliança mal feita: simplesmente, não fizemos a malfadada coligação. Nossas candidaturas seguem firmes na defesa intransigente das propostas e dos métodos de luta dos trabalhadores. Não seguimos o mesmo caminho do PT e por isso estamos ombro a ombro com os operários/as têxteis que estão submetidos a salários baixíssimos.

Presidente do SINTRAFITE declara apoio ao PSOL
Apenas duas dúvidas nos ocorrem, e ainda carecemos de mais tempo para elucidá-las, quais sejam: a) Qual o motivo que leva a ACIB, sempre a ACIB, a convidar o PSOL para as sabatinas íntimas? A própria FIESC não formulou o convite, e a ACIB não faltou em faze-lo, por que? Terá a burguesia local, fortemente têxtil, algum interesse, alguma simpatia específica pelo PSOL? b) E haverá alguma ligação disto com o fato de que a Sra. Vivian Bertoldi, presidente do sindicato dos trabalhadores têxteis de Blumenau (SINTRAFITE) e diretamente ligada ao patronal, na mesma semana do acontecimento da reunião não pública com a ACIB, declarou apoio público a chapa majoritária do PSOL estadual? Ou será simples coincidência?

Por enquanto, nós do PSTU, ainda não temos respostas para as duas questões acima! Por enquanto, sabemos apenas que não fazemos a menor questão de nos reunirmos seja com a FIESC, seja com a ACIB, ou com qualquer outra associação empresarial, numa situação não pública! Por enquanto, continuamos pedindo aos trabalhadores que nos ajudem a pagar as nossas contas de campanhas eleitorais. Por enquanto, seguimos firmes no melhor de tradição de Marx e Engels, e que já perdura a mais de 150 anos: mantemos a nossa autonomia financeira e política perante os algozes da nossa classe! Fortaleça essa luta! Vote 16!

Zé Maria, Presidente 16!
Gilmar Salgado, Governador 16!
Rosane, Senadora 160!

Deputados Federais:
Gabriela 1616!
Jonas 1606!

Deputados Estaduais:
Marcus 16016!
Tião Amaral 16116!