sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado


Na noite de quarta-feira (15), trabalhadores dos Correios fizeram assembleias em todo Brasil e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Reivindicam reajuste real de R$ 200 incorporado imediatamente ao salário, fim da proposta de gratificação da empresa, manutenção do plano de saúde sem cobrança de mensalidades e contra o processo em curso de privatização. Os militantes dos PSTU nos Correios defenderam nas assembleias a rejeição da proposta, a deflagração da greve e a retomada das negociações. Essa também é a posição oficial da CSP-Conlutas.

A greve começou forte. De 36 bases sindicais, 20 pararam as atividades nesta quinta-feira (16), incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Brasília, Rio Grande Do Sul, que somam cerca de 75% do total dos trabalhadores da ECT no país. No Rio de Janeiro, houve piquete em frente às unidades e um trancaço no Complexo de Benfica. Em todo o país, o mesmo episódio se repete. A média de paralisação nas unidades de São Paulo é de 70% já no primeiro dia de greve. Em Santa Catarina, além dos Centros de Distribuição, muitas agências também estão fechadas. "O próximo passo neste momento é organizar a Marcha dos Trabalhadores em Luta no dia 18 de setembro, em São Paulo, junto com bancários, metalúrgicos, petroleiros, funcionalismo, entre outras categorias", defendeu o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) pela CSP-Conlutas Yuri Costa.


Atualmente, os trabalhadores dos Correios recebem o pior salário das estatais brasileiras, com um piso de R$ 1.134. A empresa propõe gratificação no lugar de reajuste salarial, que é a mesma do ano passado, que significa 0% de aumento real do salário e os escândalos de corrupção no governo afetam diretamente a vida dos trabalhadores. Há um rombo de mais de R$ 6 bilhões no fundo de pensão. O governo propõe que os ecetistas, que não são responsáveis por essa conta, dividam parte do prejuízo com pagamento mensal em até 15 anos. "O governo e a ECT devem investigar e punir os responsáveis. Não são os trabalhadores que devem ser responsabilizados por algo que não criaram", argumentou Costa.


Unir o conjunto das categorias em luta
A greve dos Correios acontece no momento em que o governo aprova medidas que penalizam os trabalhadores para salvar os banqueiros e empresários da crise econômica que assola o país. Desde o início do ano aconteceram seguidos cortes no orçamento, seguido da aprovação de medidas como a Agenda Brasil, cancelamento de concursos públicos, entre outras iniciativas.

Assim como os trabalhadores dos Correios, grande parte do funcionalismo federal, judiciários, professores, entre outras categorias estão em greve contra os reflexos da política do governo Dilma e da direita na vida cotidiana dos trabalhadores. Agora no segundo semestre, outros setores também devem parar as atividades, a exemplo de petroleiros, que têm indicativo de greve para o dia 24 de setembro. "Para sermos vitoriosos precisamos unir essas lutas e construir uma grande greve geral no país", concluiu completou o diretor da Fentect e da CSP-Conlutas.


- Basta de Dilma (PT), Temer, Cunha, Renan (PMDB) e Aécio (PSDB)!

- Contra a privatização da ECT. Por uma empresa de caráter público e de qualidade nos serviços prestados à população e não para atender ao mercado financeiro;

- Fim da GIP como instrumento de reajuste salarial!

- Aumento real nos salários, com incorporação já de R$ 200, de forma linear;

- Retorno do Plano Correios-Saúde, com o fim da operadora Postal Saúde;

- Saneamento da Postalis pela ECT. Os trabalhadores não podem pagar pelo rombo causado por seus diretores;

- Contratação já, por concurso público com o fim da terceirização dos serviços.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Os devaneios da CUT nacional e suas consequências em Blumenau

Há meses temos notado que os brasileiros estão fazendo política no seu dia-a-dia e não é a política eleitoral. Panelaços, mobilizações, atos em praças, manifestações, trancaços (desculpe o neologismo) e marchas passaram a ser frequentes. Independente da posição a ser tomada, o fato é que há um ano isso era inexistente e, agora, queiramos ou não, é cotidiano!

Em nossa opinião, a maioria destas manifestações está brigando pela mesma coisa, ainda que digam ser opostas umas às outras. Em outras palavras, trocam 6 por meia dúzia. PT e PSDB, a rigor, são iguais! Tanto as manifestações “anti” como as “pró” Dilma na verdade estão atendendo aos interesses do Capital contra o trabalho!

Aliás, digam-se de passagem, somente os empresários de Blumenau é que se colocaram contra Dilma, pagando publicidade para os atos pró-impeachment, via ACIB e CDL. Os empresários catarinenses, paulistas, cariocas, mineiros e gaúchos não se utilizaram da FIESC, FIESP, FIERJ, FIEMG, FIERGS, CNI, FEBRABAN, etc, para o mesmo fim, pois já notaram que Dilma lhes serve e muito bem! Os burgueses blumenauenses também chegarão a esta conclusão, talvez com um pouco de atraso, mas chegarão! Basta vermos as contribuições dos empresários locais à campanha eleitoral do dilmista Décio Lima em 2014 para percebermos isso!




Mas a novidade está na sinuca de bico em que a CUT nacional está metida, qual seja: defensora dos governos do PT, a CUT vê-se obrigada a também defender medidas contra a classe trabalhadora ou então a contrapor-se ao seu governo querido! Prova maior disso são as Medidas Provisórias 664 e 665 que tiram direitos históricos dos trabalhadores. Estas MPs foram editadas pela presidente Dilma Rousseff e receberão o voto favorável da bancada federal e dos senadores do PT em Brasília! O que fará a CUT? Defenderá a editora das MPs e os deputados e senadores favoráveis? Ou defenderá os trabalhadores e se oporá as MPs anti-trabalhistas de Dilma e do PT?

A CUT, junto com outras centrais sindicais como a UGT, a CTB, a NCST, a INTERSINDICAL (CCT)* e a CSP-CONLUTAS estão convocando manifestações unitárias contra o PL 4330 e as duas MPs para o dia 29/05, visando uma futura GREVE GERAL nacional. Nossa primeira dúvida é se realmente a CUT manterá esta convocação, se manterá o compromisso firmado com as demais centrais e os Trabalhadores. Será que a CUT denunciará e divulgará as fotos e os nomes dos deputados que votarem a favor das MPs da mesma forma que fez quando da votação do PL 4330? Os sindicatos cutistas de Blumenau denunciarão o Deputado Décio Lima que votou (em 06/05) favorável a MP 665?



Em Blumenau a CUT encontra-se fracionada há muito tempo (sobre este tema vale ler www.pstublumenau.blogspot.com.br/2013/10/a-nova-conjuntura-nacional-de-lutas-e.html). Inclusive, atos diferentes de sindicatos cutistas já foram feitos no mesmo dia na cidade. E centrais como a UGT e a INTERSINDICAL de Campinas* dividem ainda mais o cenário sindical blumenauense. Mas a divisão da CUT blumenauense não parece ser em torno da temática nacional, em torno de apoiar ou não esta ou aquela posição do governo, da bancada petista ou da central! Temas paroquiais se sobrepõem aos temas nacionais na CUT blumenauense!

De qualquer forma, nós sindicatos signatários deste manifesto, queremos atuar junto com todos os sindicatos e centrais que concordarem em lutar contra o PL 4330, contra as duas MPs de Dilma, contra todos os governos e patrões e por uma GREVE GERAL da classe trabalhadora brasileira. Somos sindicatos simpatizantes da CSP-Conlutas e com esta postura procuraremos intensificar a luta da nossa classe também em Blumenau!

SINTECT-SC
SINDPD-SC
Grupo LINHA OPERÁRIA (oposição à diretoria do SINTRAFITE)

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* Note o leitor que há duas centrais sindicais com o mesmo nome: INTERSINDICAL. Uma delas é muito forte na cidade de Campinas/SP e por isso chamada de “Intersindical de Campinas”. Em Blumenau, ela se faz presente com panfletos distribuídos pela presidente do Sintrafite (Vivian Bertoldi) nas portas de fábricas têxteis, embora o SINTRAFITE seja filiado a UGT. A outra INTERSINDICAL, que já requisitou sua inscrição jurídica como Central da Classe Trabalhadora é chamada “Intersindical CCT” e leva o apelido de “Intersol” devido a sua proximidade política com o PSOL. A “Intersol” inexiste em Blumenau.



** Atenção: Os companheiros da INTERSINDICAL de Campinas nos avisaram que a sua organização chama-se “INTERSINDICAL - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora”. Também complementam com mais uma informação importante: “Não somos e não nos pretendemos enquanto Central Sindical”. Para mais informações, sugerimos acessar www.intersindical.org.br/intersindical/quem-somos

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia nacional de lutas e mobilizações contra a retirada de direitos





Confira a cobertura dos atos pelo país: www.facebook.com/pstu16


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

OSNI: um surpreendente exemplo de traição!

Não tem sido raro nas últimas décadas assistirmos lideranças de esquerda se transformarem em traidores dos ideais marxistas: O PT e o PCdoB são exemplos abundantes disto! Muitos dos que lutavam ao lado dos explorados e oprimidos, passaram para o lado dos exploradores e opressores! Aliás, que haja tanta roubalheira neste país, isto também não é surpresa, também não é novidade: sempre houve, desde os militares, passando por Sarney, Collor, Itamar e FHC. Novidade, surpresa, foi o escândalo do “Mensalão”, quando se descobriu que o PT, que dizia que iria mudar tudo isso, repetiu este mesmo hábito! Agora, nem mesmo a ladroeira do PT causa surpresa!

O surpreendente, a novidade de hoje é que algumas pessoas que haviam aprendido sobre como essa traição acontece, haviam aprendido sobre como evitar e fugir deste “mesmismo”, haviam se comprometido em não seguir este curso oportunista, de repente, voltam à vala comum! Aqui em Blumenau, recentemente, fomos surpreendidos com a refiliação do Sr. Osni Walfredo Wagner ao Partido dos Trabalhadores, num claro e surpreendente exemplo de traição: sim traição, pois ignorância não é! O Senhor Osni, militante experiente (atua na esquerda desde meados dos anos 80) e esclarecido (não somente do ponto de vista acadêmico, mas também como leitor contumaz que é) sabe bem que o caminho que toma agora é sim o caminho da submissão ao capital, da obediência aos empresários financiadores das campanhas eleitorais, da propina e do mensalão geridos para o benefício das grandes empreiteiras e outras empresas sanguessugas do Estado!

Este fenômeno da traição já tardia, já depois de reafirmados os ideais “principistas”, esta surpreendente “mudança de consciência”, não é um privilégio exclusivo do Sr. Osni. Embora seja uma raridade assistirmos a isso (e por isso ficamos surpresos), por outro lado também notamos que o fato tende a se repetir. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso a ele! Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo fácil acesso às ofertas de dinheiro sujo e privado para as campanhas eleitorais. Não é fácil manter-se longe das mazelas do poder, tendo a grande mídia alienante como aliada. Outro exemplo disto foi o do Sr. Jean Wyllys, que para defender a sua Alma Mater Rede Globo, surpreendentemente, saiu em defesa do machismo e do racismo da série “Sexo e as Negas”! Estará Jean trilhando o caminho de Osni? Manter-se longe do Poder é difícil!



De nossa parte, da parte do PSOL e do PSTU (que já declarou publicamente seu arrependimento pelo apoio a candidatura Osni em 2012) de Blumenau, declaramo-nos surpresos, mas jamais abalados, com este fenômeno! Continuaremos firmes na luta pela mudança geral da ordem estabelecida, na luta pelo socialismo. Osni Não fala em nosso nome!

Blumenau, 07 de dezembro de 2014

Giovani Zoboli, presidente PSTU Blumenau
Hugo Voigt, presidente PSOL Blumenau

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sobre onda conservadora, voto nulo e alternativas da esquerda socialista


Neste segundo turno das eleições, abriu-se um debate na esquerda sobre a melhor tática para o momento. Leia abaixo artigo de Zé Maria em resposta ao texto do professor Marcelo Badaró.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cada voto que recebemos fortalece uma alternativa para os trabalhadores

Gilmar Salgado

Antes de tudo, quero agradecer os votos recebidos pelo PSTU e o esforço de todos aqueles que construíram conosco essa campanha. Estamos felizes com nosso resultado e acreditamos que tivemos uma campanha vitoriosa.

Mesmo com os poucos segundos que temos na TV e no rádio, furamos o bloqueio da mídia e levamos para os nossos programas as principais reivindicações da juventude e dos trabalhadores. Denunciamos as privatizações, a inflação e os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e de vida, a criminalização dos que lutam. Nossa campanha não fez promessas vazias. Chamamos a todos para lutarmos nas ruas pelos nossos direitos e para junto conosco formar um governo sem patrões.

Muitos trabalhadores estão decepcionados com a eleição daqueles de sempre, dos grandes partidos. Mas é preciso entender que as eleições são comandadas por campanhas milionárias. Que além de dinheiro para publicidade, as grandes campanhas compram muitos votos e enganam muitas pessoas, que acreditam que podem confiar em um ou outro político. Mesmo com todas essas cartas marcadas e o boicote da mídia, os partidos se encontram a esquerda do governo tiveram um aumento no seu número de votos.

Além disso, depois de 12 anos de governo do PT, existe muita desilusão e desgaste, e um inegável desejo de mudanças. Muitos votos de mudança, ao não encontrar alternativas, acabam caindo no colo da direita. Nem os votos na direita podem significar mudança e nem os votos no PT significam avanços. É preciso fortalecer uma alternativa para os trabalhadores e isso não se faz da noite para o dia.

Para o PSTU o mais importante foi o aumento de votos nas cidades operárias do estado e uma votação bem significativa em nossa candidata da juventude, Gabriela. Em todo país nossos candidatos jovens foram bem votados, mostrando que a juventude que participou dos protestos de junho também mostrou a sua vontade de mudar nessas eleições. Nossos candidatos da educação também tiveram uma importante participação, com destaque para Cíntia, nossa vice, professora, mulher, negra. Um exemplo concreto da necessidade dos trabalhadores lutarem não só contra a exploração, mas também contra todas as formas de opressão.

Essa votação nos fortalece. Estamos construindo uma alternativa para os trabalhadores que não aparece só nas eleições. Todos os dias, em nossos locais de trabalho e estudo, militamos convictos que é possível fortalecer uma alternativa ao PT e ao PSDB.

Por isso, queremos convidar a todos que conheçam o PSTU e se filiem ao nosso partido. Estaremos organizando uma atividade este sábado, dia 11 de outubro em nossa sede e gostaríamos de contar com a participação de todos aqueles que apoiaram a nossa campanha e votaram nos nossos candidatos.