segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lutar não é crime: toda solidariedade a Sueli, líder dos grevistas do serviço municipal de Blumenau!

Clausmar Luiz Siegel, operário petroleiro e militante do PSTU


Todos os leitores do nosso blog sabem das divergências que nós do PSTU temos com os sindicalistas da CUT/PT, sabem os motivos que nos levaram a retirar o nosso apoio àquela central, e sabem que acusamos a CUT de ser uma central a serviço dos governos e patrões: e aproveitamos para reafirmarmos tudo! No entanto, um fato recente nos obriga a manifestarmos publicamente nossa solidariedade não somente a categoria dos servidores municipais em greve, mas de modo especial a uma líder desta luta, a coordenadora do SINTRASEB Sueli Silvia Adriano.



É de conhecimento de todos que o prefeito municipal Napoleão Bernardes (PSDB) conseguiu junto ao judiciário a responsabilização criminal de Sueli pela continuidade da greve! Não bastasse a já absurda multa à entidade sindical dos trabalhadores para que o exercício do direito de greve não fosse livremente exercido, ainda a ameaça de cadeia para a líder sindical, que apenas e tão somente encaminha as decisões democraticamente votadas em assembleias!



Nós do PSTU de Blumenau reiteramos nosso total apoio a greve dos servidores, suas motivações e seus métodos! Os trabalhadores tem o direito e devem sim se mobilizarem pela reposição perdas dos governos passados. O fato de serviços essenciais a população estarem prejudicados é culpa destes governos todos do passado e do presente (inclusive do governo Décio Lima!!!). E lembremos que esta greve não se dá de forma isolada: uma onda nacional de mobilizações por salários e contra os desmandos da copa rodeiam a greve dos servidores blumenauenses. Lamentavelmente, a pelega CUT (maior central sindical do país, a qual o SINTRASEB é filiado) não unifica todas estas mobilizações em uma só, promovendo uma GREVE GERAL por aumentos salariais, redução na jornada de trabalho e contra o imperialismo e corrupção da FIFA e sua maior aliada no Brasil, a presidente Dilma.

Audiência sobre criminalização dos movimentos
E no bojo de todas estas lutas nacionais temos visto um aumento crescente da criminalização das lutas sociais, com vários casos de inquéritos e penalizações de lideranças lutadoras sindicais e populares. Militantes de esquerda, não somente do PSTU, mas também os de orientação anarquista, os do PSOL e do PCB, e outros ainda sem uma identidade política mais definida, têm sido presos ou intimados a deporem. É neste contexto que queremos abordar o caso específico da sindicalista Sueli Adriano: trata-se da consequência local de uma guinada repressiva da burguesia e do executivo/judiciário brasileiro! Recentemente, graças ao senador petista Paulo Paim, uma audiência na comissão de direitos humanos tratou deste tema, e teve a presença da CSP-Conlutas e outras organizações sociais (Leia mais: www.pstu.org.br/node/20643).

A criminalização de Sueli é, portanto, algo muito maior do que apenas uma “patetice”, como disse o meu amigo, professor e articulista Clóvis Reis no Santa! Seria somente uma patetice, caso fosse um fato isolado, de âmbito local. Mas, infelizmente, querido Clóvis, é apenas o reflexo local de um fenômeno nacional, e isso o torna um fato maior que uma “patetice” de “Pink e Cérebro” na tentativa de dominarem o mundo!

Assim, então, nos solidarizamos com Sueli, e entendemos que esta solidariedade deva se concretizar! Atuaremos para que o movimento sindical/social blumenauense tome uma atitude sólida perante este fato, e conclamamos que seja feita uma reunião para organizarmos esta ação! Ainda este ano, e em breve, outras lutas/greves acontecerão em nossa cidade (estamos em plena negociação salarial de categorias importantes, como a dos transportes coletivos e metalúrgicos), e o rechaço a este fato deve ser imediato!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

50 anos do Golpe Militar



PSTU apresenta sua opinião sobre a Comissão da Verdade, Anistia e Ditadura Militar



Leia mais no Especial 50 anos do Golpe Militar: www.pstu.org.br/node/20511

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ditadura Militar: 50 anos de impunidade!


Neste 31 de março completam-se cinco décadas do golpe que instaurou uma ditadura de 20 anos no país. Milhares foram presos, assassinados, torturados e exilados. Além dos EUA e da direita, o golpe contou com o apoio ativo das grandes multinacionais.

Confira e compartilhe o especial dos 50 anos do golpe de 1964 no Portal do PSTU
www.pstu.org.br/node/20511

domingo, 16 de março de 2014

Aumento da passagem em Blumenau: Organizar a classe trabalhadora para a(s) luta(s)!


Blumenews.com.br

Todos assistiram ou leram na impressa local sobre a mobilização acontecida na noite de 13/03/2014 no centro de nossa cidade: jovens lutando contra o aumento da passagem urbana de 2,75 para 3,00 reais. Convocada pelas redes sociais, e reivindicando apenas uma bandeira: TARIFA ZERO!

Nós do PSTU, insistente que somos em reforçar as mobilizações, persistentes na idéia de que somente as lutas, as greves, as ocupações, as caminhadas e marchas, os abaixo-assinados é que mudarão as nossas vidas, tomamos a liberdade de opinarmos sobre os fatos!

Os inimigos: Obviamente, o aumento é errado! A burguesia local e nacional do transporte coletivo urbano está entre os setores mais bem remunerados da economia! É também entre os setores que mais investe em campanhas eleitorais e depois se beneficia dos mandatos de seus afilhados políticos eleitos. Não merecem nem sequer 01 centavo de aumento pelo serviço de baixíssima qualidade que prestam!

O prefeito Napoleão também não merece a nossa menor confiança: também teve estas empresas e estes empresários entre seus padrinhos econômicos nas eleições, e é claro, devolve-lhes os favores econômicos/eleitorais com os aumentos das tarifas e frouxidão na fiscalização dos serviços (maior exemplo é o da renovação da frota).

E a Presidente Dilma não é diferente: faz de conta que não é com ela a situação caótica em que se encontra a mobilidade urbana deste país. O PT dobrou-se ao capital e hoje governa para estes mesmos senhores a qual ele tanto criticou no passado! Fazer com que boa parte dos trabalhadores deste país tenha uma dívida com financiadoras de automóveis, e paguem preços exorbitantes por um automóvel que vale bem menos, parece ter sido um dos grandes favores que LULA fez aos bancos estrangeiros e as montadoras multinacionais. A conseqüência disso é um trânsito caótico, onde dívidas ambulantes se aglomeram sobre buracos crônicos tirando o espaço de latões articulados de seres humanos espremidos como sardinhas.

Outros atores freqüentes desta cena infernal são os aparatos de repressão, de modo especial Polícia Militar: claro que esta tenta cumprir com sua função máxima, que é a defesa do Capital e do Estado, mas faz isso com extrema incompetência. Truculenta por natureza, agride de forma barata! Até a ONU, uma organização imperialista e que está muuuito longe de ser “de esquerda” e nem mesmo “humanista”, já aconselhou o Brasil e desmilitarizar a polícia devido a sua violência! Soma-se a isso a extrema incompetência “técnica”: na manifestação do dia 13 em Blumenau, chegou-se a assistir a patética cena de um cachorro mordendo o soldado que o conduzia! Esperamos que pelo menos a CAT tenha sido emitida, senhores oficiais, o que é um direito trabalhista de soldado!

Jaime Batista da Silva
E os amigos, quem são? Listados os inimigos, quem irá combatê-los? Em nossa opinião, os trabalhadores e a juventude. Assim, então, temos acordo em que os jovens ocupem o paço municipal, as praças, a ruas e os terminais na luta contra o aumento da passagem! Como também temos acordo em que os trabalhadores do sistema façam greves pedindo aumentos salariais e melhores condições de trabalho!

Alguém poderá se perguntar: como apoiar uma greve de trabalhadores que pedem aumento sem aumentar a tarifa? Respondemos: basta acabar com o lucro do patrão, basta acabar com a própria existência do burguês dos ônibus! Como? Estatizando o sistema todo e colocando-o sob o controle da classe a quem realmente o sistema deve servir, a classe trabalhadora! Uma organização que abarque o sindicato dos trabalhadores do sistema e os sindicatos dos trabalhadores usuários, a juventude e o povo em geral: esta organização deveria gerir o SIGA em Blumenau! É a nossa proposta!

Vejam que a proposta chamada TARIFA ZERO, que muitas vezes é defendida nas mobilizações, não resolve o problema dos trabalhadores. Muito pelo contrário: apenas assegura mais lucros aos proprietários! A proposta é financiar o sistema através de impostos, ao invés da passagem. Assim, o lucro destes empresários continua garantido e o serviço de baixa qualidade também, já que o objetivo não é atender as necessidades da população e sim o lucro de meia dúzia. Isto não tem sido devidamente analisado pelos manifestantes, que acabam se encantando com a proposta “TARIFA ZERO” sem nem mesmo entendê-la!

Jaime Batista da Silva
Outra coisa que é necessário debater no seio do movimento: o método de luta! Embora a causa seja justa, embora que o caminho seja sim o das ruas, ainda assim temos que tomar algumas precauções: não podemos repetir o erro cometido no RJ, onde um trabalhador morreu em plena atividade laboral, no meio de uma manifestação!

Há ainda um mar de dúvidas sobre quem foi os detonadores do tal maldito artefato assassino, sobre se eram ou não membros legítimos do movimento ou infiltrados pagos pelos inimigos, enfim....Mas não há como negar: a “atitude” Black Bloc” é muito falha, deixa margem para um série de ações estranhas aos métodos tradicionais da luta operária, abre uma infinitude de possibilidades incontroláveis pela classe trabalhadora e seus organismos!

Além da truculência policial, além da incompetência policial, parte do que se viu na manifestação do dia 13 foram estas ações estranhas as tradições de nossa classe. Por exemplo: não entendemos como pode um manifestante e um trabalhador do sistema se enfrentarem durante o ato? Falta, aos dois, no mínimo a visão pragmática de que ambos são muito mais aliados do que inimigos naquele momento! Isso sem falar na consciência de classe e na luta por uma sociedade socialista!

Organizar a classe para as lutas! Entendemos que os trabalhadores de Blumenau carecem de uma organização de lutas, carecem de um fórum local que unifique os que querem se manifestar, se mobilizar. A manifestação do dia 13, mais uma vez, deixou isso bem claro! E não é apenas nos dias de aumento das passagens que isso se torna claro: nas greves de categorias, nos dias de luta, no 1º de maio, no 08 de março, etc...

Nós, do PSTU, fazemos um chamado ao SINDETRANSCOL, aos outros sindicatos de trabalhadores, as entidades da classe trabalhadora em geral, aos jovens que lutaram dia 13: façamos um esforço para que tenhamos um fórum local para organizarmos todas as lutas! Precisamos aglutinar os lutadores de Blumenau!

Neste momento, as lutas de categorias específicas, e também a luta mais geral contra os absurdos da COPA e contra a FIFA, estas lutas merecem nosso total apoio! Vai ter muuuita luta nesta copa, e Blumenau não pode ficar de fora: unâmo-nos!

sábado, 1 de março de 2014

PT blumenauense: Um silêncio ensurdecedor!

Não deve estar sendo fácil para os membros do PT de Blumenau ter que ficar quase que mudos diante das várias denúncias de corrupção que estão sendo feitas em Blumenau, principalmente, a partir de 2012. Naqueles dias, o então prefeito João Paulo Kleinubing foi flagrado ordenando a um dos seus secretários que criasse um falso documento simulando um processo de dispensa de licitação para que a Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB) recebesse R$ 30 milhões do Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina. Tal situação foi comprovada através de interceptações telefônicas autorizada pela justiça em julho de 2012. Conhecida como operação “tapete negro”, envolveu o primeiro escalão da gestão JPK, empresários e políticos da base aliada e, resultou no processo de cassação dos vereadores Célio Dias, Fábio Fiedler, Braz Roncáglio, Almir Vieira e Robinson Soares, por cometerem irregularidades para obtenção de votos.

Diante disto, coube ao vereador do PT, Jefferson Forest, apresentar requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, porém, sem a assinatura do presidente da casa Vereador Vanderlei de Oliveira, também do PT (e tido como sendo da ala mais a esquerda deste partido). Entretanto, tal comissão não foi constituída.

O silêncio que os membros do PT de Blumenau não buscam quebrar não pode ser compreendido separadamente de duas situações que acontecem com o PT em âmbito nacional: A primeira diz respeito ao mensalão e as prisões de lideranças petistas, historicamente constituídas no cenário político brasileiro, com destaque para José Dirceu e José Genuíno, que no passado foram dois grandes lutadores contra a ditadura militar. Lamentavelmente, hoje sevem para colocar o PT na mesma vala comum dos grandes partidos de direita e centro direita, cujos membros atualmente agem muito mais por interesse próprio do que por projeto de país e desta forma, suscetíveis à corrupção. A partir do chamado mensalão, o PT se manifestou tão corrupto como o PP de Maluf, o PSDB de FHC, Alckimim e Azeredo, o PMDB de Jader Barbalho e Sarney, o PL do bispo Rodrigues, o PTB de Roberto Jefferson e Collor, assim como outros partidos políticos de direita ou centro direita.

A segunda situação refere-se às alianças que o PT tem feito para se perpetuar no poder do Estado. Partidos e pessoas que antes estavam em lados oposto ao do PT passam a fazer parte da base aliada e, neste processo mais e mais o PT passou a assumir posturas contraria aos trabalhadores e mais para a direita se moveram os petistas chegando a realizar, aqui no Estado de Santa Catarina, aliança com o governador Colombo do PSD.

Diante destas situações, o que os petistas de Blumenau podem fazer mais do que permanecerem calados? Com que moral política poderão os petistas falar de Fiedler, Robinho ou de outro que esteja constituindo aliança com o PT, seja em âmbito nacional ou estadual?

De nossa parte, registramos as nossas saudades dos tempos em que o Partido dos Trabalhadores bradava contra a corrupção, inicialmente nas praças e nas portas de fábricas, e depois nos gabinetes.

Nelson Garcia Santos, professor universitário.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Carta aberta aos companheiros do PCB e do PSOL: por uma frente de esquerda e Socialista!

Nas eleições, juntemos nossas forças para criar uma alternativa de esquerda que defenda nas eleições as reivindicações das mobilizações!

Gilmar Salgado, do PSTU


Nas eleições desse ano a esquerda terá uma oportunidade ímpar de se apresentar de forma ampla como uma alternativa absolutamente diferenciada dos atuais governos Dilma e Colombo. Durante quase uma dezena de anos, os trabalhadores e a juventude do Brasil foram levados a crer que tínhamos um governo de esquerda, que tinha preocupações sociais e que estava ajudando os setores mais empobrecidos da nossa população.

Através dessa máscara e apoiados não só pela maioria da grande burguesia, com seus poderosos meios de comunicação, mas também pela ampla maioria das entidades dos trabalhadores, a exemplo dos sindicatos, centrais sindicais e entidades estudantis (destaque para CUT, CTB e UNE) o governo do PT aplicou uma implacável politica neoliberal.

Apesar de ser uma politica econômica antipopular, o governo manteve-se fortemente apoiado pela população, o que possibilitou que aplicasse suas políticas compensatórias mínimas, estipuladas pelo FMI, bem como outras, que foram anunciadas como políticas avançadas (bolsa família, valorização relativa do salário mínimo, PROUNI, etc). Porém, todo este apoio só foi possível – dentro dessa política econômica – devido à situação de forte crescimento econômico a nível internacional. A essas migalhas dadas pelas politicas de compensação social, somava-se o grande aumento do número de empregos gerados pelo crescimento econômico mundial. Apesar de esses empregos serem muito precarizados, trouxeram um alivio à situação anterior de desemprego altíssimo (era FHC), e o governo tratou de capitalizar como sendo obra sua.

Entretanto, a deterioração da situação econômica mundial, inevitável no sistema capitalista, vem mudando essa situação. Mesmo que o Brasil ainda não esteja sofrendo os efeitos mais fortes da crise, a situação de desaceleração do crescimento já criou uma nova percepção em amplos setores da população. A tão propalada melhora da situação está na verdade se esvaindo em uma desesperança e mal estar generalizado.

Ressurgem, para espanto de muitos, com muita força, novas mobilizações que movimentam milhões. O governo Dilma já deixou claro o caminho que optou para enfrentar essa nova situação: mais privatizações, ataques às conquistas dos trabalhadores (novas reformas da previdência e trabalhista), sucateamento dos serviços públicos para pagar juros aos banqueiros e outros agiotas e, finalmente, uma repressão generalizada, juntamente com os governadores estaduais, que culminou na criminalização dos movimentos sociais e populares.

Porém, qual a direção podem tomar estas justas lutas? Não é só a repressão burguesa que o ameaça, há também o perigo de ele se dirigir para saídas estéreis que o levem há algum beco sem saída. Por isso, dar uma saída positiva para essas lutas é uma tarefa fundamental dos socialistas e a formação de uma frente de esquerda seria um enorme passo nesse sentido. Essa frente pode canalizar as esperanças de milhões de jovens e trabalhadores brasileiros, pois somente aqueles que não estão comprometidos com os governos que estão aí podem dar essa saída.

Claro que seremos duramente atacados pelo governismo, que antes nos chamava de sectários por não apoiá-los e que agora nos perseguem dizendo que estamos fazendo o jogo da direita. Todavia, como bem o sabemos, quem na verdade continua a ter o apoio da ampla maioria da direita são os governos do PT e do PCdoB, basta ver com que vontade Colombo quer a coligação com eles, colocando-se, inclusive, a serviço da reeleição de Dilma, vontade, aliás, totalmente correspondida pelas direções do PT e PCdoB.

Uma frente de esquerda, socialista e classista tem grande potencial de aglutinar movimentos sociais e sindicatos em torno da construção de um programa que aponte para a ruptura com o imperialismo e o capitalismo e defenda a necessidade da construção de uma sociedade socialista. Esta Frente de Esquerda deve dar corpo à insatisfação dos trabalhadores e do povo pobre com tudo o que aí está. Deve defender um programa que aponte as mudanças profundas que são necessárias fazer. Neste sentido, destacamos 07 pontos programáticos fundamentais para construção da frente:

– Aumento geral de salários e redução da jornada de trabalho! Rumo ao salário mínimo do Dieese! Congelamento e redução de preços;
– Estatização das grandes empresas e do sistema financeiro e o não pagamento da dívida pública para investir mais em transporte, educação e saúde pública de qualidade. Fim dos gastos excessivos com a Copa do Mundo e Olimpíadas e dos benefícios fiscais e financeiros às grandes empresas. Por um plano econômico dos trabalhadores;
– Reformas urbana e agrária a serem realizadas de maneira ampla e sob controle da classe trabalhadora;
– Não à agressão militar do governo brasileiro ao Haiti, que lidera uma ocupação militar neste país;
– Denunciar as instituições desta democracia dos ricos que só serve para propagar a corrupção e multiplicar os lucros dos grandes empresários;
– Contra a repressão aos movimentos sociais e a criminalização da pobreza. Pela desmilitarização da Polícia, o fim da PM e das Tropas de Choque e a criação de uma nova Guarda Civil unificada, democrática e sob controle dos trabalhadores;
– Oposição de esquerda aos governos e apoio a todas as greves, lutas, ocupações e movimentos que combatem o machismo, racismo e homofobia;
– Contra as privatizações das Empresas e serviços públicos e pela reestatização das empresas privadas nos Governos Collor, FHC, Lula e Dilma.


Todavia, a mudança não deve se pautar somente no programa da frente; deve começar por seus princípios e por sua forma de existir: devemos romper com os erros acumulados por anos e anos na esquerda brasileira, que pavimentaram a ascensão do PT/PC doB até esse tipo de governo que aí está.

Em primeiro lugar, não podemos admitir, sob hipótese alguma, aliança(s) com partidos da burguesia, bem como qualquer forma de financiamento de campanhas eleitorais junto aos empresários. Devemos nos voltar orgulhosamente à máxima da 1a Internacional, na qual “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”.

Outra questão fundamental é o respeito à pluralidade e à democracia nas decisões. Tem que se estabelecer um diálogo que nos leve a uma Frente de Esquerda que respeite o peso e a representação social de cada partido na divisão das candidaturas majoritárias e do tempo de TV. Neste sentido, queremos fazer um debate franco com os companheiros do PSOL. Achamos que se equivocam os companheiros em práticas como as que agora vemos a nível nacional, onde querem impor a chapa majoritária exclusivamente de seu partido.

Acreditamos que os companheiros ainda podem mudar essa prática para viabilizar uma Frente de Esquerda. Queremos, em especial, chamar os companheiros do PCB – que no último período têm se colocado ativamente em importantes lutas que estão ocorrendo em nossa região – que não deixem de participar ativamente nesse debate. Temos certeza e convicção que irão enriquecê-lo.

Para Santa Catarina a realização dessa frente apresentaria nas eleições desse ano a única oposição de verdade ao governo de Raimundo Colombo, pois, como sabemos, se o PT não se coligar a este, lançará apenas uma candidatura que na prática o ajudará a se reeleger. É a chamada coligação branca. Fazem isso porque há muita crise em sua base e assim trabalham para melhor enganar suas próprias bases. Nós devemos aproveitar essa situação para solidificar uma alternativa classista e socialista nas eleições.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O Brasil precisa de uma mudança radical!

A você que acabou de assistir nosso programa partidário na TV, fazemos um convite: conheça mais sobre o PSTU

Vejam o programa semestral do PSTU na TV:



Leia mais: www.pstu.org.br/node/20182